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Livro VERDES E PERFEITOS AMORES
16Abr2008 16:55:00
VERDES E PERFEITOS AMORES
Diana Balis
morangos.png
Fabrício Dolci



Dedicatória
Dedico esse livro ao “Amor Imaginário” de minhas inspirações afetivas, leitor, incentivador virtual de meus escritos.
As minhas filhas, ontem meninas, hoje, mulheres apaixonadas nesse planeta.
A Clarice Lispector (1920-1977):

"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."
A Simone de Beauvoir (1908- 1986):
“Querer-se livre é também querer livres os outros.”
E a Frederico Garcia Lorca quando escreveu:
“O poeta pede a seu amor que lhe escreva”

“Amor de minhas entranhas, morte viva,
em vão espero tua palavra escrita
e penso, com a flor que se murcha,
que se vivo sem mim quero perder-te.
O ar é imortal. A pedra inerte
nem conhece a sombra nem a evita.
Coração interior não necessita
o mel gelado que a lua verte. ”



Prólogo
Flores entre Rochedos e Amar
Águas nascentes viventes ao ar
Vida rolando a pulsar
Inconsciente queda, encontrando o par.
Cores ardentes em cheiros ardilosos
Mentes surpreendentes amores-perfeitos
Destilam desencontradas fotos
Reveladas imagens amareladas
Amor conjugará esperança
Vermelho entre espinhos na dança
Corpos entrelaçados e sedentos
Amor, dor, rumor, ungüentos.
Tece teias amarfanhadas
Clamor de Amores Perfeitos em lamentos.
VERDES ePERFEITOS AMORES
Algumas palavras da escritora
Diana Balis
Vivo o prazer de fazer do ambiente o palco iluminado de emoções.
Sigo personagem em busca do amor.
Há o tempo de encontros e desencontros.
Essa é a vida.
Vivo.




eu2.jpgDiana Balis
Diana Balis é Psicóloga, Psicomotricista, Professora de Musicalização Infantil, Atriz e escreve peças Teatrais Infantis.

Índice
Raio de Luz ........................................................................................ 5
Samba de Encontro .......................................................................... 5
AMOR.............................................................................................
Esperanças.......................................................................................
MORENA DE TRANCOSO..........................................................
Estrela..............................................................................................
Pinta................................................................................................
ILHA PERDIDA............................................................................
Poema ao Amor............................................................................
Amigo da Onça..............................................................................
Encontro de lugares.......................................................................
Alma Safada.................................................................................
Fantasias......................................................................................
O Psicólogo e a Loucura!...........................................................
Amar é linha!...............................................................................
AMORES PERFEITOS.............................................................
Dá-me o prazer desta dança?......................................................
As coisas que não devo esquecer!..............................................
Sombra.......................................................................................
MORENO................................................................................
Touro Indomado......................................................................
SORVER - TE!.......................................................................
VOU TE SEDUZIR..............................................................
ROUXINOL..........................................................................
Declaro amar todos os dias!...............................................
SEREIA................................................................................
Jogo de Damas....................................................................
Bruxa Sapeca.......................................................................
DULCE DE LECHE..........................................................
Poema Suave?.....................................................................28
Formato de Amor!..............................................................29/30
Raposa Selvagem...............................................................
VAZIO................................................................................31
GUEPARDO......................................................................32
Voyeur.................................................................................32
SOL.....................................................................................32
Olhares em foco...................................................................33
Estou apaixonada por todos os homens!........................34/35
Eu te amo!...........................................................................35
Café Loucura........................................................................36
Amor, eu serei amada!..........................................................37
Haikais --------Bailam...........................................................37
Dedicatória ao amor reencontrado.................................38/39
Revolver um amor..............................................................39
ROCHEDO E MAR..........................................................40
Música inacabada................................................................40
Prosperidade.......................................................................41
Amor Platônico..................................................................41
MEN..................................................................................42
Felicidade...........................................................................42

Imag.022.jpg
Diana Balis
Raio de Luz
Olho a fresta,
No meu corpo,
Essa iluminação,
Sucumbi-me!

Sorriso da vida,
Feliz ver o raio,
Bom dia,
Acorda-me!

E brilha o sono,
Filma a manhã,
Sinto paz,
Levanta-me!

Carinhoso entra,
O raio de luz,
A pedir perdão,
Adeus escuridão!
Samba do encontro
No batuque do coração
Alcançou-me sedução.
Cantavas agarradas curvas,
Perdia o timo no encontro.
Na passarela do tempo desfilavas
Vozes e feijoadas em claustro.
Era a pedra rara e bruta
Brilhavas brilhante absoluta
.

AMOR
Jogos de equilíbrio,
Gostoso empate!
Brincadeiras teatrais.
Brincar de esconde-esconde,
Pique e pega,
Vai atrás!
Xadrez,
Dama,
Sem cansar!
Escorregar!
Vai e vem na gangorra,
Sempre balançar!
Subir no trepa a trepa,
Descer do escorrega!
Suar!
Beijo, abraço, aperto de mão,
Pêra, Uva ou Maçã!
Cantigas e roda,
Rodopiar,
Cantar,
Gritar,
Amar
É
Linha!
Vamos então
Soltar a Pipa?

Esperanças
Da janela vejo um vulto
Verde,
E porque
Quero-te!
Visita-me!
Percebo menos pernas,
Mas me alcanças!
Corro para ti!
Ao som da sala,
Ameno!
Música a embalar
Este grito falante!
Vamos sussurrar,
Às folhas caminhantes,
Letras e sopros
de amantes!
E ao acordar no
Jardim,
Bailam,
Esperanças!

MORENA DE TRANCOSO
Ele mal chegou
E não acreditou no que viu!
Boquiaberto ficou,
Morena vislumbrante!
Seu corpo de amante,
Pele brilhante.
Cor de jambo.
Índia na roupagem,
Uma miragem!
Ali na sua frente,
Seminua.
Quase sua!
- Fecha a boca meu gringo!
Falou comigo?
Nem respiro,
Pingo!
Boca carnuda,
Suspiro!
O roqueiro,
Gritou-lhe.
O tocador de viola,
Dedilhou-lhe.
Ele o estrangeiro,
Sem fala.
- Dont talk português?
Fechou a boca!
Ela linda!
Morena de Trancoso.
Olha a lua,
É tarde...
- Foi-se!
Ele gringo brasileiro,
Ficou a ver navios.

Estrela
Estrela
Sinto a energia no ar
Gás que me consome
Luz que ascende
Abaixo das cobertas,
Respiração boca a boca
Adoração, paixão, amor.
Sem lugar
Sem hora
É agora!
Qual o tempo?
Em que movimento
Entra e sai
D' água.
Gritos, sussurros
Treme e geme
Atropela
“Atrelaça”
Oi, peça!
Que pega,
Que lambe,
Que embaça.
Se e bicho homem
Que passa,
Quero raça
Rubro-fogo
Terra molhada
Ameaça, tesão!
Vira o dia
Acorda a noite
Amanhece à tarde.
Boca, beijo, briga.
Suga, chupa, lambuza.
Segura,
Empurra
Puxa.
Cipó da minha árvore
Bromélia no seu tronco
Meio Ambiente
Minha vida
Ilumina
Que vou brilhar!

Pinta
Vem pintar o meu teto de azul celeste
Cobrir de vermelho meus portais
Rebocar minhas estruturas
Quebrar as paredes
Reformar meu estofado
Trocar meu piso
Transformar meu espaço
Em partes reflorestadas
Pedaços arquitetados
Por mãos criadoras
Pinta em tantas cores
Com gozo
Quebra em pedaços
Mosaico equilibrado
Luz que atravessa o corredor
Que nos une
Transcende sua imaginação
Vem cimentando e trocando as pedras
Colocando madeiras atreladas
Mudando móveis
Mexendo na decoração da minha vida
Que este pedaço
É seu

ILHA PERDIDA
O mar está revolto,
a lua cheia ilumina o céu no horizonte...
Eu procuro
o luar
No lugar
do encontro,
A interseção
do seu olhar
E o meu corpo
A te esperar
Que gosto ver
Nesta ilha perdida,
Eu
Sem
Você?
Subo na pedra
Lua
Não alcanço o pulo
Do outro lado
A metade de mim
Dividida a pedra
E eu!
Cadê você?
Sal no corpo
Mar agitando o
Gosto,
Eu sem me dar,
Planar e esperar
Amar...
Gosto de aventura!
Trem na linha...
Iça a isca.
Areia molhando
As pernas, coxas.
Olha o anzol!
Mergulho no lugar
Você a puxar
Eu a soltar
O vento a remar
Rumo ao mar
Agita o ar
Luz no horizonte!
A lua Brilhante
Fez do mar Revolto
Seu amante!





PortoSegurobruno.jpgBreno Peck











Poema ao Amor
Hoje, eu vou partir!
E nessa busca incessante,
A jornada ao desconhecido,
Estarei só!

O movimento me impulsiona!
O rumo é certo de esperanças!
As lágrimas em teus olhos,
A me cuidar.

Penso no velho mundo!
Caminhos distintos,
Europa, Américas,
Um caminho com 365 dias,
E sem voltas?

Desejos de um novo trabalho!
O Reconhecimento profissional!

E nessa busca,
Que eu encontre o amor!
E nos meus momentos de solidão,
Que eu aspire confiança
E tenha a natureza,
A me brilhar!
E boas lembranças!

Que a sensualidade,
A paixão!
O amor!
O compartilhar,
Aconteça!
Devagar!

Para que eu saboreie o prazer,
De ter você, em meus braços!
Que a arte, a cultura, a filosofia e as diferenças
Se apresentem no silêncio das imagens!

Que eu possa contar histórias aos meus filhos,
Mesmo que distante, do seu crescimento!
E que Deus me perdoe,
Se eu sou egoísta,
E se sou bizarro,
E cuide de todos que ficam,
Torcendo por mim!

Rumo ao Mundo!
Navegar ao Porto Seguro!
Vida,
Cigana,
De paz, amor,
E liberdade!
Há esperanças!
(E incertezas dentro do meu próprio quarto!)
* Dedicado ao CAP

Amigo da Onça
Tantos poemas
E o amor declarado.
Risos e tristezas,
Desejos e sedução.
Era sua alma gêmea,
Grande amor e sua loucura.
Tudo estava bem.
Ele resolveu ir.
Ela com saudades,
Manda mensagens pelo celular.
Ele diz que esta fora de área.
Ela liga.
Ele não atende.
Ela grita!
Ele nem escuta.
Ela chora.
Ele continua rindo...
Ela fica só!
Ele vai ficar com a ex.
Ela escreve um testamento e envia.
Ele responde num bilhete entregue a sua porta que diz:
Querida, a partir de hoje vamos ser amigos?
Ela espera 10 dias e responde por e-mail:
Por favor, fazer o contrato em duas vias, não esquecendo da assinatura da testemunha, e mande assinado pelo correio, vou pensar.
Imag.117.jpg






Encontro de lugares
Olhando a lagoa...
Brilhantes e coloridas
Luzes dos seus olhos,
Reflexo de música inebriante.
Na boca o gosto de caricias,
Mãos no solo...Suaves,
Dedilham o alvorecer...
Ao sopro do saxofone,
Delírio de ternura,
Na ardente sintonia viva,
As chuvas de verão
Acalmam o anoitecer!
No encontro de lugares,
Oferecemos a água reflexiva,
Delicados sons de madrugada.
Sua voz alcançando Lua,
A flauta bailando sua,
Sinto a presença do amanhecer...
E a melodia brotando lenta...
Inaugurando o amor deste eclipse!
Inesperado encontro,
Do sol com o luar!

Alma Safada
Dormi de camisola,
E acordei pelada!
Vivo só!
Será que tenho,
Alma Safada?
Fantasias
Você pode ser
Menino,
Brincalhão,
Pegou-me!
Na peça dramática,
Vida!
O Arlequim,
Fez-me,
Colombina,
Desejosa
De amor!



Imag.003.jpg






O Psicólogo e a Loucura!
Ele veio olhando
Ela, cabisbaixa
Ele, já indagando
Ela delirando
Ele sorrateiro
Ela ligeira
Ele racional
Ela se despindo
Ele controlando
Ela desabando de amor
Ele bem vestido
Ela amassada
Ele produzido
Ela cheirava
Ele pensativo
Ela lhe despindo
Ele seduzido
Ela seminua
Ele cauteloso
Ela um colosso!
Ele no osso
Ela querendo tudo
Ele retendo
Ela comendo
Ele analisando
Ela só no afeto
Ele apaixonou-se
Ela foi embora
Ele ficou...
Maluco!

Amar é linha!
Vamos
Pular
Corda?
A Fogueira
Do João
Corta
Pão,
Maria faz o
Angu?
E na
Gangorra
Escorregador!
Cai cai
O Balão,
E puxa
A rabiola
Da Pipa?
Subindo no
Alpinismo
Inflável,
O algodão é doce,
A pipoca é salgada.
Perna de pau,
Bamboleia!
Juntos no
Pingue
Pongue.
Na luta de gel,
O carrossel
Gira,
Vamos
Rodar
A Baiana?
Ou cair
Na piscina
De
Bolinhas?
AMORES PERFEITOS
Amadas são liquefeitas
Aos que as querem bem.
Poetisas sentimentos,
Escreves a ninguém.
Serão satisfeitas,
Amores Perfeitos.




PortoNorte_amores_perfeitos.jpg











Francisco Oliveira – Portugal











-me o prazer desta dança?
Eu quero sorrir!
Posso nem lhe chamar meu amor...
Amigo!
Não vê que a vida parou?
Nem me percebe?
Passo ao lado, tão rente...
Diagonal ao seu eu!
O amigo do lado,
Já me tirou a dançar!
Queria ser o homem
Que leva, aceita, não nega
E somente, tira-lhe para dançar!
Dá-me o prazer desta dança?
Eu a bailar consigo...
Com o seu suor
Em minhas mãos!
O equilíbrio desta dança...
E todos a nos admirar!
Você vê e percebe este
Momento de suavidade,
Ternura, e eu tão sua!
E você a bailar somente!
Só-mente!
Eu feliz consigo!
Com? Sigo!
Na pista!
As coisas que não devo esquecer!
Olhar as estrelas no céu,
Esperar um Cometa.
Fazer um pedido
E ser criança!

Sombra
Se tiver um amor que desconheço, esse será sempre você!
Como pode ser?
Uma mulher amar alguém assim!
Sombra de mim!
MORENO
Torço,
Adias.
Sofro,
Pateias.
Anseio,
Desafias.
Encontro,
Ousadias.
Rumo,
Vadias.
Cavo,
Poesias.
Percebo,
Dissuadias.
Acerto,
Tripudias.
Amo,
Sapateias!

Touro Indomado
Sensual,
O dorso
Carnal,
No seu
Curral,
Atrelou-me!
Mugi,
Esperneei!
Você,
Touro
Indomado,
Amarrou-me
Na
Porteira!
SORVER - TE!
Vem sorvete!
Exposta
Entre dentes,
As gotas,
Aquecendo-me,
Umedecendo o paladar.
Lambendo-te,
Em partes
Suaves.
Derrama-me no rosto
Sensual
Gosto!
Seduzido sentido.
Cai doce
Sorver-te
Na boca
Molhada!
Ingerindo-te,
Fluxo
Amor.
VOU TE SEDUZIR
Até você me amar!
ROUXINOL
Bom dia!
Como foi seu sono?
Café com leite e
Pão fresco?
Quer queijo branco,
Laranjada e geléia?
Sirvo com prazer!
Aos abraços, carícias e
Beijos ardentes!
Acordei amada!
Silenciosa manhã
De sol,
Faz-me cantar como
Uma
Rouxinol!
Declaro amar todos os dias!
Sou carinhosa, gentil e sincera...mente afetiva.
Procuro escutar, dialogar e seduzir.
Respeito nossas diferenças!
Amo,
Como a um reflexo!
Reflito,
Quem é você
Narciso?
Imagem virtual dos meus escritos!


SEREIA
Canto e seduzo
Clamo!
Vem ao meu mundo se banhar?
E no fundo,
Quero!
Navegar no seu rumo.
Jogo de Damas
Preto no Branco
Branco no Preto
Cores opostas
Prazer e Medo,
Arriscar!
As Damas,
Vem aos pares.
O Rei presunçoso,
Come-me!
Viva esse fogo!
Apenas no jogo,
Bane-me!

Bruxa Sapeca
Com minha varinha de condão
E de avião,
Fui ao Japão!
Transformei-me em Gueixa.
Canto, danço, converso,
Vou satisfazer todos os seus desejos!
Na hora agá, virei um Dragão!
E sai soltando fogo pelas ventas!
De volta ao meu castelo
Ria a bessa!
Feliz Sexta
Feira
13.
DULCE DE LECHE
Mãe!
Seios,
Enormes,
Inchados,
Clamam,
Boquinhas famintas!
Tão doce,
Suave,
Serve aos goles,
Dulce de leche!

Poema Suave?
Suavidade,
Lua de Trancoso,
No caminho vagalumes
E a brisa do mar!
Suavidade,
Pés descalços,
Subir no telhado
Olhar caranguejos,
Pisar na lama!
Suavidade,
Na Barroca,
Pulavam minhas janelas,
Conviver com o pé de bananeira!
Fazer uma linda horta,
Com estrumes de elefantes!
E deitar na rede,
Adormecer ao som dos passarinhos!
Suavidade,
Viajar
Nos fins de semana,
Entre a floresta e o mar!
Plantar e colher brócolis,
Fazer geléias de frutas frescas,
Colher e moer,
O café!
Suavidade,
Nadar no rio,
Dormir num chão de estrelas!
Suavidade,
Recitar poemas de Amor,
Entre bandas de Rock!
É receber amigas,
Falar de homens!
É beber vinho,
Sozinha!
Escrever em inglês, francês e espanhol,
E não ser poliglota!
É pesquisar e entrevistar pessoas na rua!
Conhecer a cidade do Rio de Janeiro,
Em campanhas políticas!
Suavidade é ser amada!
E amar!
E ter o prazer de se dar ao outro!
Suavidade,
Ver os filhos crescendo,
Se rebelando,
Descobrindo seus próprios rumos!
Suavidade, andar a cavalo!
Sentir o vento, o frescor do mato,
A madrugada orvalhada!
E cair no lago!
Tomar banho de chuva, cachoeira!
Suavidade,
É acreditar na vida!
Em mim!
E agradecer,
Todos os dias!
Pela nossa existência,
Humana!

Formato de Amor!
O telefone toca sem jeito!
Meu coração clama a forma.
Minha alma espera o momento do renascer.
Minha vida ficou meio chuvosa,
E minha face esconde a meia alegria.
Tento esquecer os meus sentimentos...
Solidão me aperta o peito!
A respiração está ofegante por amor,
Vem amor!

Misturo os ingredientes necessários,
Carinho, desejos, suavidade.
Sentimentos aos poucos,
Cada coisa tem seu lugar,
A hora da espera chegou!
E o tempo demora a passar...
Mas quando tirar da forma,
Vou partir em pedaços!
Em contrapartida à distribuição,
Darei uma festa!
O gosto de cada um,
Difere nas experiências.
E na escolha dos ingredientes,
Poderá variar!
Gostaria de morangos com chocolate?
Passas ao rum?
Ou nozes com canela?
Castanhas com queijo?
Doces e salgados sabores...


Que sejam fortes ou quentes!
De dar água na boca!
Antes, durante e depois!
Esse bolo,
Festejo,
Canto,
Incalculável,
Imensurável,
Ao prazer de dois!
O Formato de Amor!

Raposa Selvagem
*Dedicado ao Tanando
A Raposa do cafezal
Não faz mal!
Caçava peixes
De rio verde,
Desembocou no mar
Do Arpoador!
Todos queriam o bicho!
Famosa,
Apareceu no jornal!
Aprendeu depressa,
Concorrência desleal!
Tirou foto sex appeal
Fez sexo animal!
No programa da televisão,
Veio a capivara,
A disputa era acirrada!
E depois,
A onça pintada!
A Raposa selvagem
Acuada no quintal!
Colocou patas na estrada,
E foi-se para Lambari!
E foi-se para Lambari!
VAZIO
Como abafar?
O sol desaparece.
As noites, sem luar.
Na terra, transparece,
A falta de Amar!

Guepardo
Corro atrás da presa e não de emboscadas.
Esguia e bela musculatura de sedução frágil.
Meus olhos lagrimejam em linhas negras.
Savana sou predadora em alta velocidade.
Minhas garras apresentam-se imóveis,
Prendem-me ao solo em galopante crina.
Quer essa Chita?
Seja mais que Gato-leopardo.


Voyeur
Homens e Mulheres
Declaram-se!
Versos, sonetos, poemas
Ao Amor.
Eu?
Espiando!
SOL
Perfil de raio ao rumo
Desejo de aquecimento
Lado reflexivo aguar
Quero-te submundo.

Revolvido humo
Planará abrandecimento,
No fundo será Lunar
Sol pousará amor profundo.

Olhares em foco
Desejo cavalgar em seu corpo, quero deslizamentos.
Mãos sugando seios, bocas gemendo e lambendo beiços.
Sedento alimento, veloz, voraz, jamais fugaz.
Completude plena, desejos em protuberância.
Sairemos da imobilidade em perdida estratégia.
Seduziremos os lados opostos de nossas entranhas.
Seremos qual animal selvagem em devaneios.
Lutaremos pelo equilíbrio carnal dos líquidos brotados.
Acariciaremos nossos corpos em vibração fremente.
Seremos qual centrífuga em prazer barulhento.
Máquina de aprazer liquefeita em carícias no amor sem tempo.
Olhares em foco amores refeitos em puro êxtase.

Estou apaixonada por todos os homens!
Os homens são omissos
Gostam de uma boa trepada
E casam com mulheres calminhas,
Submissas.
Poucos arriscam suas moedas
Em quem sabe mais do que dizer sim.
Mas na hora da farra
De escolher melhores dançarinas,
As outras são melhores parceiras.
A não serem homens apaixonados
Estes embasbacados
Se fazem de gato e sapato.
Não decifram o código de suas mulheres
Mas as querem a qualquer custo!
Levam e trazem!
Obedecem a ordens,
Elas que mandam!
Vivo a vida que não vivi
Por tentar entendê-los!
Estou perto das calcinhas de renda preta
Das mulheres fogosas.
Dos voyeurs olhares ao corpo perdido
Nunca ganhei sequer um sutiã de ex-marido,
Que dirá calcinha preta?
O mais apaixonado só me escrevia em rimas
O mais marido se perdeu de mim depois da
Primeira filha
Maior amante já tinha mulher e filhos
O adolescente morria de ciúmes
O bicho grilo vive melhor comigo
Quando está longe de mim!
Como entender os homens
E aceitá-los, senão estando apaixonada por eles?
Então declaro!
Estou apaixonada por todos os homens!
Os que nunca tive,
Os tímidos
Os feios e gordos
Os rabugentos
Os ricos e poderosos
Os ruins de cama
Os cafajestes
Os amigos
Os bandidos
Os políticos
Os verde abacate
Os cantores
Os mulherengos
Os papais de cada esquina
Os amantes noturnos
Os metidos a sabidos
Os repressores
Bem, aí é de mais!
Falta você?
Ainda não classifiquei todos,
Me aguardem!
Eu te amo!
Pensamento me acolhe, retire dúvidas, sane o assunto, diz logo, eu te amo!

Café Loucura
Café excitante
Sabor saltitante
Café frescor
Sabor licor
Café menta
Sabor achocolatado
Café gelado
Sabor limão
Café condimentado
Sabor pimentão
Café adocicado
Sabor cereja
Café dançante
Sabor carqueja
Café moreno
Sabor quente e infundido
Café sereno
Sabor conflitante e abolido
Café inventado
Sabor experimentado
Café loucura.

Amor, eu serei amada!
Inscrevi-me na listagem.
Preciso de afeto,
Entro na fila!
Olha que é dupla
Imagem refletida.
Virtual passagem,
Abrirá um túnel,
O tempo passará!
Você e eu, dentro.
Lá fora, os outros.
Amaremos-nos
Seremos felizes!
Esses minutos serão
Inesquecíveis!
Eu e você presentes.
O amor, passado.
Haikais
Bailam
Os pés unidos
Bailam em contradanças
Respiram amor

Dedicatória ao amor reencontrado
O Amor que sempre tive

Reconheceu-me sua.

Reencontrado na foto

O olhar adormecido.

Viestes entre e-mails

E escrituras.

Adivinhastes os meus desejos.

Ao meu encontro

Negou-se três vezes.

Folheio esse livro de amor

Entre páginas amareladas

Refiz sentimentos.

Jogos ao léu

Amor
Apenas envelhecemos.

Sabia-me de cor e salteado

Experimentamos a comida inerte

Aos suores das mãos.

Como surdiria algum dia

Deixar de querer-te?

Sussurrei teu nome,

Desaparecestes.

Saber-me tão distante

Fez-me infeliz.

Abro meu coração

Fecho a caixa de lembranças

A chave,

Saberás aonde

Encontrá-la.
Revolver um amor
Folhas reviram-se ao vento,
Que vontades tenho...
Ir-me!
Revolver-me!
Como sou ostra escondida,
Fora de circulação.
Giro e vagamente,
Valho-me de esperanças!
Quijano, sou a pérola negra
Perdida no seu tempo.
O coração poeta,
Quer-me Dulcinea.
Amada, o cavalheiro
Mergulha nas ventanias.
Espero-te!
O vento
Transforma-me!
Em pedra.
Flying_away.jpg



















Hélio P. Junior





ROCHEDO E MAR
Encostas em mim
Revolvo seus cantos.
Areio em ti.
Vem soberbo
Visto do céu,
Supera e domina.
Mareio seu solo,
Vou e volto devagar.
O vento agita,
Quero te arrancar!
Impede-me de ir,
Impõe-se!
É luta?
É espera?
Simplesmente sublime.
Apenas acredito,
Encontro e desencontros,
Há vida e paz!
Na oscilação peculiar,
Rochedo e Mar.
Música inacabada
Eu queria um amor como um sonho, cheio de paixão.
Olha o vento e me embala, com tanta sedução.
Vem quarar no meu corpo, aquecendo o meu coração.
Este amor, com o tempo, não perde a emoção.

Prosperidade
Encaixo certeira meta
Na fresta do seu olhar
Cabisbaixo e sorrateiro atesta
Sentimentos em coração alerta

Ventos sopram a expectativa
No sorriso disperso e amarelo
O percurso de afeto cultiva
Florescem cantigas de apelos

Ser capaz de felicidade
Na semeadura do amor
Viverá colheita prosperidade.
Amor Platônico
Desejo-te minha amada
Serás cultivada, aguada,
Serei por ti, devoção,
Controle e determinação.

Farei sonetos, versos,
Lutaremos com palavras, reversos,
Gestos brandos e afetuosos
Afagarei prantos, relembrando,
Obstruirei passagens assombrando.

Num único pensamento
Serás o triunfo do amortecimento,
A rebeldia e tormento.

Todos lutarão na caminhada
Por tua liberdade açoitada,
Serás sempre, GAIA, amada.
MEN
Eu quero o X,
Desprotegido,
Banido,
Perdido,
O sexto sentido,
O que é corrido,
Incontido,
Enlouquecido,
Absolvido,
Embrutecido,
Acometido,
Aguerrido,
Amadurecido,
Amor X-Men.

Felicidade
Perguntaram...
- Onde está a sua felicidade?
Pensei... Talvez eu estivesse afastada da vida, das cidades...
(Fui procurar nas prateleiras do supermercado!)
- Felicidade deve ser algo comestível?
- Esse produto tão caro!
- Ou poderia ser barato?
- Vem e vai pela boca!
- É cheirosa?
- Inalamos, respiramos, é fundamental!
- Visual colorido?
- Ou à mercê!
- Localizada num balcão gratuito?
- E eu?
- Longe de tocá-la!
- Todos já têm?
- Só eu que ainda não!
Beija_me.jpg
Fabricio Dolci
Amor Mel
Abelha Rainha passeia em busca do pólen.
Encontrado o néctar, de boca em boca,
Poliniza o AMOR.
Ciúmes
Escolhe!
Essa pulga insana te consome.
Cachorro
Vai ficar sem dona!
Você
Sinto que te espero acordada
Quero dormir agora
Estou atada
Então vê se não demora
Estou com saudades do seu olhar
Quero te amar sem parar
Você anda menino demais
Sem coragem sublimais
Como explicar se desacostuma
Tantos anos sem esclarecer
Essa loucura se consuma
Sumir e depois você
Reaparecer
Fez-me ver
Refém
De ninguém.

Olhar
Olho no seu olhar,
Refletida luz do meu desejo,
Eu conduzo a pipa no céu azul celeste,
Ela foge de minha vista, atrás do vento!
Esse tempo parece não passar!
O retorno dos cordões, o grito de carnaval não emitido!
Toco meus tambores de latas e gargalho a falta!
Sambaria até suar e rodaria a baiana, que me oferece cocada.
Nada me adiantaria, se eu estivesse na Europa!
Cavalgo pela liberdade e pelo prazer de ir!
Vou para Trancoso!
O mar atrás da Igreja, o Rio, na frente do mar,
A Lua brilharia comigo, no eclipse vermelho!
Os satélites, internet, notícias, só pelas bocas!
Sentidos a flor da pele, caminharia em busca dos vaga-lumes gigantes!
A noite calma, o cheiro de mato, me deitaria com os insetos!
A no caminho do Rio, marcaria meus pés com mordidas de caranguejos!
Estarei eu viva!
Sentindo dores no corpo!
O cansaço me levaria ao banho nu no mar límpido!
E seria eu novamente!
Índia, morena, perdida na mata mineira!
Olho no seu olhar,
Refletida luz do meu desejo!
Alma Safada II
Irreverente!
Deixaste-me sozinha,
E foi dormir com outro?

AMOR EM FORMAS

Sabor Nacional
Amor Carioca
Amor Pernambucano
Amor Mineiro
Amor Paulista
Amor Baiano
Amor Goiano
Amor MORENO

Sabor América I

Amor Argentino
Amor Boliviano
Amor Cubano
Amor Uruguaio
Amor Chileno
Amor Paraguaio
Amor MORENO
Sabor América II
Amor Americano
Amor Alasquense
Amor Canadense
Amor Mexicano
Amor Nicaraguano
Amor Belizense
Amor MORENO

Sabor Europeu

Amor Francês
Amor Suíço
Amor Norueguês
Amor Belga
Amor Italiano
Amor Búlgaro
Amor MORENO
Obs.:
Amor em formas, servindo com o charme da culinária gastronômica, recriando com arte pratos tradicionais, indica a preferência internacional: Amor MORENO.

Pensamentos de domingo
Desejo de ir, saber o querer e se deixar levar...
a vida com carinho
vai bem melhor
Mudanças no tempo
Se hoje amais
Amanhã serão fractais
Futuros haikais
Mudança de humor
Cinco de maio
Vinte e um de junho
Dois de dezembro
São Paulo
Vou encarar o lado Roma,
E buscarei em ti, Copacabana!

Na cultura Japonesa, Liberdade!
Faz de mim Gueixa!

Da Europa e excentricidades,
Mostra seus Museus!

De Nova York,
Arranha céus e estilos!

Como Alemanha,
A meia noite amanhece!

Como Rio de Janeiro, a Bossa é Nova!
Faz de mim, sua Ipanema!

Samba de amor sem música
Mexer
Sacudir
Rebolar

Torcer
Exprimir
Gingar

Liquidificar!

Gritar
Grunhir
Gemer

Tocar
Atingir
Bater

Liquidificar!

Emitir
Sussurrar
Remexer

Impelir
Dedilhar
Tanger

Liquidificar!

Pertencer
Palpitar
Fugir

Superar
Crescer
Expandir

Liquidificar!

Agitar
Impelir
Derreter

Induzir
Comover
Ecoar

Beber
Tingir
Aperfeiçoar

Liquidificar!

ALMA SAFADA III
De que adianta brigar?
Enquanto durmo,
Minha alma safada, feliz da vida, marca encontros com você!
Desejo Meu
Meu desejo por ti insatisfeito,
Transforma minha sede em loucura.
Tua imagem, reflexo de minha bravura.
Quero-te e nego-me trilhões, vezes mil.
Enquanto refém do seu abrigo, moras comigo.
E nem me tens.
Pobre mendigo,
De mim será refém.

Súplicas à mulher amada
Fica comigo Solange,
Eu te amo!
Sua identidade
Verdade
Coragem
Olhar
Cheiro
Vontades
Tudo por ti eu farei!

Fica comigo Solange!
Amo-te cada vez mais!
A sua voracidade
Fincada em minhas
Entranhas.
Linhas curvas
Floresta escura
O seu mar tremula
Em minhas mãos!

Fica comigo Solange!
Eu te amo!
Ardentemente
Entregue
Sedento
Desejo
Quero
Suplico
Esperanças!
Eu te amo Solange!

Fica comigo Solange!
-Mas eu me chamo Gisele?

Procuro esse Amor!
Os braços apertam suave
As mãos acariciam serenas
O corpo protege dos medos
A voz embala segredos.
Deseja-me, nua e sua!
Beijos, até os dedos dos pés.
Lambe-me de rir!
Acaricias meus seios
Com ternura,
Ama-me!

Amor
Quanto mais perto de você, pior reconheces.

Em busca de um mundo melhor!
* Homenagem ao mendigo
Sai em busca de um mundo melhor, entrei pelas histórias dos outros.
Encontrei amor, criatividade, medo, incerteza, egoísmo, insegurança, nobreza, falsidade, leveza, verdades.
Mas principalmente vontades.
Vontade de amar e ser amado.
De ser estimado, reconhecido, e bem tratado.
O homem é totalmente entregue, aos seus mundos.
Talvez esse seja o problema.
O mundo é um só.
E sozinhos seremos, se não percebermos que a vida é única para todos.
Não precisava ser radical, mas sou.
Caminhava rua abaixo e vi um grupo de mendigos conversando.
Pedi licença, sentei entre eles, dividi meu pão fresco da padaria e trocamos algumas idéias sobre a vida, os problemas de todo o ser humano.
Veja bem!
Em busca de um mundo melhor, aconchegado na calçada de rua, entre mendigos, vivi esperança, alegria, certezas.
Estamos mesmo sendo egoístas olhando apenas para nossos umbigos.
Qualquer braço estendido será aceito.
Se assim o fizermos com verdade, cortesia, vontade de trocar afetos, informações e esperanças.
Poderemos ser melhor do que somos hoje.
Basta não desistirmos, do ser.
E ser humano!




Sanhaçu Vermelho
Quisera eu ser o que não sou para ter um só pensamento.
No lamento de minha solidão muda, só há rompimentos.
Na estrada terra a floresta de meus olhos mareiam.
Serenamente assolas minha sombra com esperanças.
Ardida mordida sopra ao vento e como pena ave vôo.
Mesmo que verde-oliva sou sanhaço-de-fogo.
Vivo a espreita do meu bando, ao meu deleite, só mamão.
O seu canto, sanhaçu, bebe em nome de outro.
Sanhaço Vermelho paira em paisagens abertas, árvore frutífera busca seu Sanhaço-de-encontro-azul.
Porto Seguro
Vivi na Lua do horizonte o ser amante.
E por décadas seguidas a persegui com o olhar.
Meu Porto Seguro era o seu Trancoso.
Minha felicidade atracada no encontro das águas.
Meus líquidos cavalgavam ao Rio,
O Rio iria ao encontro com A Mar.
A Mar vai em busca do Oceano.
Lua brilhante no horizonte,
Perdura minguante,
No reflexo das águas.
Fotos reveladas
*Dedicada ao RICK
Serão de mim apenas lembranças as fotos reveladas.
Quando em fotos, a solidão me assolar, nas imagens de tristezas veladas.
Quero da vida beleza, carinhos, afagos, vívidos momentos de intenso amor.
Verdadeiras sem reflexo nas miragens de um tutor, refém de mim.
Mudanças de humor no tempo, fotos se rasgam e amarelarão.
Eu por você, terei sempre, revelado meu eterno amor.


Piscar de olhos
A vida revela-me o mundo infeliz.
Num piscar de olhos, revolvo, viver é persistir.
MORTE a Liberdade!
A Morte bate à porta e pede para entrar,
Eu disse que estava feliz e alegre, era má hora.
Ela desejou levar algo de muito valioso.
Levou o meu coração pulsando em suas mãos.
Colocou-o numa caixinha de vidro da existência.
Eu morta viva cambaleante, preambulava...
Transformei-me no mais puro mármore carrara.
Amarelava, dia a dia, virei uma pedra.
Estatueta rara, clamando:
Morte a liberdade!

Encontros e desencontros
1- Bom dia.
2- Uma noite de amor.
3- Um cinema, um jantar, outra linda noite de amor.
4- Dois passeios, o mar e o bosque, fotografias e almoço.
5- Noite dançante e amor desencontrado, café com pão fresco, estrago, desastre.
6- Descobre que eu sou uma imagem com todos os sentimentos dentro fluindo e que não passarei de miragem, afinal, eu sou apenas a virtual atriz de seus anseios e desejos mais profundos. Seu grande amor romântico de um passado esquecido. No fundo, sou nada, sou ninguém, diante de sua vida tão além de mim. Remota, sou.
7- O final de semana juntos, sorrindo, vivendo, amando, esquecendo do mundo.
8- Desencontro, e uma vida inteira te esperando...
9- Estou idosa demais para pensar no amor. Amar-te mais que já te amei durante toda a minha existência, impossível! Você nunca me quis realidade. Quando jovem não tive chances alguma de ter uma vida ao seu lado. Tudo o que sempre desejei foi viver a intensidade, agora nem sei fazer amor, tenho por você carinho e ternura. Esqueça-me!
Moreno do Salgueiro
Samba como ninguém.
Fez-me refém do seu gingado.

Como pode poetisa apaixonada
Por um rebolado bem bolado?

Quando começa a dança “capoeiramente”
Deslumbra a poeira da saia justa.

O olhar nem agüenta sereno,
O corpo fluindo no ritmo frenético,
Poetisa no asfalto sorri brejeira,
Atrás do cordão do Moreno.

Poucas palavras à canção,
A cisma deve vir pela bateria.
Bate forte o coração,
O corpo logo sentencia

Atrás dos pés do Moreno,
Só não vai quem já morreu!

Sigo te amando
O vento trouxe a verdade esquecida
Olhando o reconhecido grito de ternura
Vivendo em tuas mãos esponjosa loucura
O tempo afastou o grande amor de minha vida.
Sigo te amando.
REVELAÇÃO
Olhei o rosto inerte
Emudecida paisagem
Brilhava estrelas
Areias úmidas
Do corpo controverte.
Água aos pés, à passagem.
Entrelaçadas aquarelas
De amor aplaudidas,
Tempo passado, abalizaste.
Caminhei vislumbrando
Esperança e revigoraste.
Encontrado amor subverte
Gritando e abafando
Retido ressentimento adverte.
O tempo escureceu sentimentos.
Amor, jamais acolhimentos.

A pai xo nada mente
A paixão é eletricidade
Desejosamente,
Os cabelos revoltos nas mãos
Seios se mostram bicudos
Suores entrelaçados e quentes.
Lábios carnudos linguados,
Filma pedaços de felicidade.
Quero ser nua suavidade.
Apaixonadamente
Sentes,
Nada.
AMOR
Encontro acordado
Caminhamos juntos.
Simplesmente abrasado
Entoamos rimas e assuntos.
Versos livres
Prosas felizes
Entardeceu
Amanheceu

Clamor
Amor.
“Matematicando” o Amor
Matematicamente raciocínio lógico pura.
Visualmente seduzido seu olhar me captura.
Conto inúmeras vezes o igual resultado.
O amor negado?
Está bem do seu lado.
Contas na Matemática

Se zero sou, se zero fico, eu penso...
O zero é número finito e eu existo!
Continhas I
Preciso fazer uma continha de somar e outra de multiplicar, porque a de me diminuir e dividir, não quero mais contar.
Continhas II

Quando falamos de divisão pensa logo nas oportunidades...
Faremos um jogo de probabilidades, você quer divisão de 3.
Oferece uma arapuca, eu só aceito os números pares.
Eu quero a conta da liberdade!
Corpo Aberto
Corpo aberto em espreita felicidade
A vida em rochosa seqüência
Ilustra o cheiro de umidade
Húmus em flocos, sumos líquidos
Verdejantes matas densidades
Explorando no embrenhar satisfazer
Gestos empilhados em reverencia
Capturas nas alturas, retorquidos
Acures do esvoaçar prazer.

Ardente Paixão
Como pode viver e não me observar
Arder em fogo abrasante,
Num leito nem arrumado?
Como pode perder-me de vista no raiar do dia?
Olhar-me despida e desiludida?
E desejar que eu me cale ao anoitecer?
Como pode insensível mente,
Ver-me andorinha a me quebrantar?
Deixar-me debater na grade de sua prisão?
Abre então essa porta!
E deixe-me ir,
Ardente paixão!
Fiapo de Luz
Fiapo de luz que me ilumina a noite,
Cai em neve ao adormecer cotovia.
Brisa leve ao norte dos meus sonhos,
Balanceia em flâmula o ardido açoite.
Cuide do meu menino ainda que tardia.
Velada acobertada aos mares bisonhos.

Morte Amor
*Dedicado ao Amor Perfeito que a solicitou.

Morte vem me ver
Estou aqui à espreita do prazer de morrer
Porque viver sem ter a quem recorrer
Prefiro reencontrar com você.
Assim desperta e sempre presente
Todo dia tem gente, querendo você.
Percebe satisfeita “a morte” deve ser menina
Igual feminina ave de rapina.
Negro vôo para seduzir,
Iguala-se aos vivos em presteza
Já mortos, serenos amenos
Amores perfeitos.
Dívidas de amor
Hipocrisia, lampejo
Ardor, fervor,
Refém de meu desejo
Negue seu amor,
Do medo, é penhor.

Amores Reluzentes
Amores reluzentes
Brilhantes amantes
Seremos sementes
Amanheceremos acalentes

Na noite de sussurros
Manhãs prosam vertentes
Floresçam leves urros
Açucaradas vozes indecentes

Lambo-te em pedaços
Mariscos estilhaços
Pervertendo venenos

No mar blasfemem
Amor ao Homem
Cresceremos terrenos

Conscrito Amor
Morar no encanto
Qual prisioneira fria
Rodopias tanto
Que valsejar restaria.

Em pétalas dispersam
Cicatrizes da traição
As correntezas adversam,
Ventanias de aferição.

Os sintomas terrenos
Em plenos vôos
Amenizam serenos.

Absorverias os venenos
Em dispersos enjôos
Que canalizam amenos.

Flores e pássaros
Em temporal ablação
Revelam o constrito Amor.

SAUDADES
Sinto saudades...
Dos olhares ao Horizonte
Subir o Pico da Tijuca
Caminhar na Pedra da Gávea.

Das rodas de ciranda em Pereiro.
Amor em pedra olhando o céu.
Na cabeça a Lua,
Nos pés o Sol Nascente.

Navegar de janga em Olinda,
Brincar de mela-mela em Recife.
Na noite ver o campo de vaga-lumes,
E sentir o frio de Friburgo.

Andar de trem em Campos do Jordão
E jogar xadrez gigante.
Tomar chocolate quente
E ver a névoa na madrugada.

Sinto saudades...
Da Rua do Amendoin
Fingir que subo em vez de descer.
De ir ao Museu de Mineralogia.

Sinto saudades do Rio
O desejo de atravessar de balsa
Esperando a Lua em Trancoso,
Pisando em lamas e sorrir.

Sinto saudades na minha vida,
Do meu grande amor.
Fiz-me silêncio na espera
De seu retorno.

AMOR Apreço
Esse amor que desconheço
Veio perto me buscar
Ofuscou o meu soneto
Com o seu jeito de amar

Moldou a palavra em adereço
Animou minhas estrofes
E por saber concordar
Deliciou-se no versejar
Com suas galhofes

Traduziu meus tropeços
Escreveu versos imersos
Esculpiu textos reversos

Nesse propício arremeto
Espalhou no coreto
Palavras de amor apreço.
Viagem
Sinto a falta de expectativas adentrado amor.
Nessa viagem de vislumbre o caminhar é inseguro.
Refletindo na paisagem há o iluminado amanhecer,
Andarilhos juntos recortando as estradas do tempo
Em incertezas repensadas de advertidas esperanças.
Os pares desfilam desejos em formatos de medos.
O grande delírio da vontade do eternamente esquecer
Em seus olhos lagrimejam a falta amena do prazer.
Ante os gritos e urros, cremarei a dor de ouvir o clamor.
Nunca faltará ao eterno sentimento os restos límpidos
Do cavalgar, unidos aos goles do sedento alvorecer.
Necessito então dizer-te, ainda te amo.
TEIA Traição
Aranha tece a teia esférica.
O único objetivo é capturar a presa.
O Homem trama.
Diante do Amor e de um Beija-flor,
Viver ou observar?