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Livro VERDES E PERFEITOS AMORES
18Mar2015 16:50:00
Publicado por: Diana Balis
VERDES E PERFEITOS AMORES
Diana Balis
 
 

 

 

 

 

morangos.png
Fabrcio Dolci
 




Dedicatria
 
Dedico esse livro ao “Amor Imaginrio” de minhas inspiraes afetivas, leitor, incentivador
virtual de meus escritos.
 
As minhas filhas, ontem meninas, hoje, mulheres apaixonadas nesse planeta.
 
A Clarice Lispector (1920-1977):

"Eu escrevo sem esperana de que o que eu escrevo altere qualquer coisa.
No altera em nada... Porque no fundo a gente no est querendo
alterar as coisas. A gente est querendo desabrochar de um modo
ou de outro..."
 
A Simone de Beauvoir (1908- 1986):
 
“Querer-se livre tambm querer livres os outros.”
 
E a Frederico Garcia Lorca quando escreveu:
 
“O poeta pede a seu amor que lhe escreva”

“Amor de minhas entranhas, morte viva,
em vo espero tua palavra escrita
e penso, com a flor que se murcha,
que se vivo sem mim quero perder-te.
O ar imortal. A pedra inerte
nem conhece a sombra nem a evita.
Corao interior no necessita
o mel gelado que a lua verte. ”



Prlogo
 
Flores entre Rochedos e Amar
guas nascentes viventes ao ar
Vida rolando a pulsar
Inconsciente queda, encontrando o par.
 
Cores ardentes em cheiros ardilosos
Mentes surpreendentes amores-perfeitos
Destilam desencontradas fotos
Reveladas imagens amareladas
 
Amor conjugar esperana
Vermelho entre espinhos na dança
Corpos entrelaçados e sedentos
 
Amor, dor, rumor, ungentos.
Tece teias amarfanhadas
Clamor de Amores Perfeitos em lamentos.
VERDES ePERFEITOS AMORES
Algumas palavras da escritora
Diana Balis
Vivo o prazer de fazer do ambiente o palco iluminado de emoções.
Sigo personagem em busca do amor.
Há o tempo de encontros e desencontros.
Essa a vida.
Vivo.




eu2.jpgDiana Balis
Diana Balis Psicloga, Psicomotricista, Professora de Musicalizao Infantil,
Atriz e escreve peas Teatrais Infantis.
 
 
 
 

 

 


 
Índice
 

Índice

Dedicatória

Prólogo

Raio de Luz

Samba do encontro

AMOR

Esperanças

MORENA DE TRANCOSO

Estrela

Pinta

ILHA PERDIDA

Poema ao Amor

Amigo da Onça

Encontro de lugares

Alma Safada

Fantasias

Amor

O Psiclogo e a Loucura!

Amar Linha!

AMORES PERFEITOS

Dá-me o prazer desta dança?

As coisas que não devo esquecer!

Sombra

MORENO

Touro Indomado

SORVER - TE!

VOU TE SEDUZIR

ROUXINOL

Declaro amar todos os dias!

SEREIA

Jogo de Damas

Bruxa Sapeca

DULCE DE LECHE

Poema Suave?

Formato de Amor!

Raposa Selvagem

VAZIO

Guepardo

Voyeur

SOL

Olhares em foco

Estou apaixonada por todos os homens!

Eu te amo!

Café Loucura

Haikais Bailam

Mudanças no tempo

Mudança de humor

Alma Safada IV

Dedicatria ao amor reencontrado

Revolver um amor

ROCHEDO E MAR

Música inacabada

Prosperidade

Amor Platônico

MEN

Felicidade

Amor Mel

Ciúmes

Você

Olhar

Alma Safada II

AMOR EM FORMAS

Pensamentos de domingo

São Paulo

Samba de amor sem música

ALMA SAFADA III

Desejo Meu

Súplicas mulher amada

Procuro esse Amor!

Amor, eu serei amada!

Em busca de um mundo melhor!

Sanhaçu Vermelho

Porto Seguro

Fotos reveladas

Piscar de olhos

MORTE a Liberdade!

Encontros e desencontros

Moreno do Salgueiro

Sigo te amando

REVELAÇÃO

A pai xo nada mente

AMOR

“Matematicando” o Amor

Contas na Matemtica

Continhas I

Continhas II

Corpo Aberto

Ardente Paixão

Fiapo de Luz

Morte Amor

Dúvidas de amor

Amores Reluzentes

AMOR Apreço

Conscrito Amor

SAUDADES

Viagem

TEIA Traição

Solstício de Inverno

Amor por ti

Amor por ti II

Amo-te e duvidas

TEMPO DE AMAR

Eterno Amar

Ninguém de Natal!

Noite

Termômetro dos Sentimentos

Estelar Luar

Amante Amada

Canto Humano

Canções alegres

Caipora

Verdes e Perfeitos Amores

Desejos II

Roma Espelhada

Grande Amor (carta)

Último Suspiro

Sinto sua falta

Beija-me

Amoras Perfeitas

Respirar Felicidades

 
Imag.022.jpg

Diana Balis

Raio de Luz
Olho a fresta,
No meu corpo,
Essa iluminção,
Sucumbi-me!

Sorriso da vida,
Feliz ver o raio,
Bom dia,
Acorda-me!

E brilha o sono,
Filma a manhã,
Sinto paz,
Levanta-me!

Carinhoso entra,
O raio de luz,
A pedir perdão,
Adeus escuridão!
Samba do encontro
No batuque do coração
Alcançou-me sedução.
Cantavas agarradas curvas,
Perdia o timo no encontro.
Na passarela do tempo desfilavas
Vozes e feijoadas em claustro.
Era a pedra rara e bruta
Brilhavas brilhante absoluta
.
 
 
 


AMOR
Jogos de equilíbrio,
Gostoso empate!
Brincadeiras teatrais.
Brincar de esconde-esconde,
Pique e pega,
Vai atrás!
Xadrez,
Dama,
Sem cansar!
Escorregar!
Vai e vem na gangorra,
Sempre balançar!
Subir no trepa a trepa,
Descer do escorrega!
Suar!
Beijo, abraço, aperto de mão,
Pera, Uva ou Maçã!
Cantigas e roda,
Rodopiar,
Cantar,
Gritar,
Amar

Linha!
Vamos então
Soltar a Pipa?


Esperanças
 
Da janela vejo um vulto
Verde,
E porque
Quero-te!
Visita-me!
Percebo menos pernas,
Mas me alcanças!
Corro para ti!
Ao som da sala,
Ameno!
Música a embalar
Este grito falante!
Vamos sussurrar,
As folhas caminhantes,
Letras e sopros
de amantes!
E ao acordar no
Jardim,
Bailam,
Esperanças!
 

MORENA DE TRANCOSO
 
Ele mal chegou
E não acreditou no que viu!
Boquiaberto ficou,
Morena vislumbrante!
Seu corpo de amante,
Pele brilhante.
Cor de jambo.
Índia na roupagem,
Uma miragem!
Ali na sua frente,
Seminua.
Quase sua!
- Fecha a boca meu gringo!
Falou comigo?
Nem respiro,
Pingo!
Boca carnuda,
Suspiro!
O roqueiro,
Gritou-lhe.
O tocador de viola,
Dedilhou-lhe.
Ele o estrangeiro,
Sem fala.
- Dont talk português?
Fechou a boca!
Ela linda!
Morena de Trancoso.
Olha a lua,
tarde...
- Foi-se!
Ele gringo brasileiro,
Ficou a ver navios.
 


Estrela
Estrela
Sinto a energia no ar
Gás que me consome
Luz que ascende
Abaixo das cobertas,
Respiração boca a boca
Adoração, paixão, amor.
Sem lugar
Sem hora
agora!
Qual o tempo?
Em que movimento
Entra e sai
D' água.
Gritos, sussurros
Treme e geme
Atropela
“Atrelaça”
Oi, peça!
Que pega,
Que lambe,
Que embaça.
Se é bicho homem
Que passa,
Quero raça
Rubro-fogo
Terra molhada
Ameaça, tesão!
Vira o dia
Acorda a noite
Amanhece à tarde.
Boca, beijo, briga.
Suga, chupa, lambuza.
Segura,
Empurra
Puxa.
Cipó da minha árvore
Bromélia no seu tronco
Meio Ambiente
Minha vida
Ilumina
Que vou brilhar!


Pinta
Vem pintar o meu teto de azul celeste
Cobrir de vermelho meus portais
Rebocar minhas estruturas
Quebrar as paredes
Reformar meu estofado
Trocar meu piso
Transformar meu espaço
Em partes reflorestadas
Pedaços arquitetados
Por mãos criadoras
Pinta em tantas cores
Com gozo
Quebra em pedaços
Mosaico equilibrado
Luz que atravessa o corredor
Que nos une
Transcende sua imaginação
Vem cimentando e trocando as pedras
Colocando madeiras atreladas
Mudando móveis
Mexendo na decoração da minha vida
Que este pedaço
É seu.
 
 


ILHA PERDIDA
O mar está revolto,
a lua cheia ilumina o céu no horizonte...
Eu procuro
o luar
No lugar
do encontro,
A interseção
do seu olhar
E o meu corpo
A te esperar
Que gosto ver
Nesta ilha perdida,
Eu
Sem
Você?
Subo na pedra
Lua
No alcanço o pulo
Do outro lado
A metade de mim
Dividida a pedra
E eu!
Cade você?
Sal no corpo
Mar agitando o
Gosto,
Eu sem me dar,
Planar e esperar
Amar...
Gosto de aventura!
Trem na linha...
Iça a isca.
Areia molhando
As pernas, coxas.
Olha o anzol!
Mergulho no lugar
Você a puxar
Eu a soltar
O vento a remar
Rumo ao mar
Agita o ar
Luz no horizonte!
A lua Brilhante
Fez do mar Revolto
Seu amante!





PortoSegurobruno.jpgBreno Peck




 






Poema ao Amor
Hoje, eu vou partir!
E nessa busca incessante,
A jornada ao desconhecido,
Estarei só!

O movimento me impulsiona!
O rumo certo de esperanças!
As lágrimas em teus olhos,
A me cuidar.

Penso no velho mundo!
Caminhos distintos,
Europa, Américas,
Um caminho com 365 dias,
E sem voltas?

Desejos de um novo trabalho!
O Reconhecimento profissional!

E nessa busca,
Que eu encontre o amor!
E nos meus momentos de solidão,
Que eu aspire confiança
E tenha a natureza,
A me brilhar!
E boas lembranças!

Que a sensualidade,
A paixão!
O amor!
O compartilhar,
Aconteça!
Devagar!

Para que eu saboreie o prazer,
De ter você, em meus braços!
Que a arte, a cultura, a filosofia e as diferenças
Se apresentem no silêncio das imagens!

Que eu possa contar histórias aos meus filhos,
Mesmo que distante, do seu crescimento!
E que Deus me perdoe,
Se eu sou egoísta,
E se sou bizarro,
E cuide de todos que ficam,
Torcendo por mim!

Rumo ao Mundo!
Navegar ao Porto Seguro!
Vida,
Cigana,
De paz, amor,
E liberdade!
Há esperanas!
(E incertezas dentro do meu prprio quarto!)
* Dedicado ao CAP
 


Amigo da Onça
Tantos poemas
E o amor declarado.
Risos e tristezas,
Desejos e sedução.
Era sua alma gêmea,
Grande amor e sua loucura.
Tudo estava bem.
Ele resolveu ir.
Ela com saudades,
Manda mensagens pelo celular.
Ele diz que esta fora de área.
Ela liga.
Ele não atende.
Ela grita!
Ele nem escuta.
Ela chora.
Ele continua rindo...
Ela fica só!
Ele vai ficar com a ex.
Ela escreve um testamento e envia.
Ele responde num bilhete entregue a sua porta que diz:
Querida, a partir de hoje vamos ser amigos?
Ela espera 10 dias e responde por e-mail:
Por favor, fazer o contrato em duas vias, no esquecendo da assinatura da testemunha, e mande assinado pelo correio, vou pensar.
 
 

Imag.117.jpg






Encontro de lugares
Olhando a lagoa...
Brilhantes e coloridas
Luzes dos seus olhos,
Reflexo de música inebriante.
Na boca o gosto de carícias,
Mãos no solo...Suaves,
Dedilham o alvorecer...
Ao sopro do saxofone,
Delírio de ternura,
Na ardente sintonia viva,
As chuvas de verão
Acalmam o anoitecer!
No encontro de lugares,
Oferecemos a água reflexiva,
Delicados sons de madrugada.
Sua voz alcançando Lua,
A flauta bailando sua,
Sinto a presena do amanhecer...
E a melodia brotando lenta...
Inaugurando o amor deste eclipse!
Inesperado encontro,
Do sol com o luar!
 


Alma Safada
Dormi de camisola,
E acordei pelada!
Vivo só!
Será que tenho,
Alma Safada?
 
 
 
Fantasias
Você pode ser
Menino,
Brincalhão,
Pegou-me!
Na peça dramática,
Vida!
O Arlequim,
Fez-me,
Colombina,
Desejosa
De amor!




 


O Psicólogo e a Loucura!
Ele veio olhando
Ela, cabisbaixa
Ele, já indagando
Ela delirando
Ele sorrateiro
Ela ligeira
Ele racional
Ela se despindo
Ele controlando
Ela desabando de amor
Ele bem vestido
Ela amassada
Ele produzido
Ela cheirava
Ele pensativo
Ela lhe despindo
Ele seduzido
Ela seminua
Ele cauteloso
Ela um colosso!
Ele no osso
Ela querendo tudo
Ele retendo
Ela comendo
Ele analisando
Ela só no afeto
Ele apaixonou-se
Ela foi embora
Ele ficou...
Maluco!
 
 


Amar linha!
Vamos
Pular
Corda?
A Fogueira
Do João
Corta
Pão,
Maria faz o
Angu?
E na
Gangorra
Escorregador!
Cai cai
O Balão,
E puxa
A rabiola
Da Pipa?
Subindo no
Alpinismo
Inflável,
O algodão é  doce,
A pipoca é salgada.
Perna de pau,
Bamboleia!
Juntos no
Pingue
Pongue.
Na luta de gel,
O carrossel
Gira,
Vamos
Rodar
A Baiana?
Ou cair
Na piscina
De
Bolinhas?
 
 
 
AMORES PERFEITOS
Amadas são liquefeitas
Aos que as querem bem.
Poetisas sentimentos,
Escreves a ninguém.
Serão satisfeitas,
Amores Perfeitos.




PortoNorte_amores_perfeitos.jpg


 








 
 
 
Francisco Oliveira – Portugal











-me o prazer desta dança?
Eu quero sorrir!
Posso nem lhe chamar meu amor...
Amigo!
No vê que a vida parou?
Nem me percebe?
Passo ao lado, tão rente...
Diagonal ao seu eu!
O amigo do lado,
Já me tirou a dançar!
Queria ser o homem
Que leva, aceita, não nega
E somente, tira-lhe para dançar!
Dá-me o prazer desta dança?
Eu a bailar consigo...
Com o seu suor
Em minhas mãos!
O equilíbrio desta dança...
E todos a nos admirar!
Você vê e percebe este
Momento de suavidade,
Ternura, e eu tão sua!
E você a bailar somente!
Só-mente!
Eu feliz consigo!
Com? Sigo!
Na pista!
 
 
 
As coisas que não devo esquecer!
Olhar as estrelas no céu,
Esperar um Cometa.
Fazer um pedido
E ser criança!
 


Sombra
Se tiver um amor que desconheço, esse ser sempre você!
Como pode ser?
Uma mulher amar alguém assim!
Sombra de mim!
 
 
 
MORENO
Torço,
Adias.
Sofro,
Pateias.
Anseio,
Desafias.
Encontro,
Ousadias.
Rumo,
Vadias.
Cavo,
Poesias.
Percebo,
Dissuadias.
Acerto,
Tripudias.
Amo,
Sapateias!
 
 
 


Touro Indomado
Sensual,
O dorso
Carnal,
No seu
Curral,
Atrelou-me!
Mugi,
Esperneei!
Você,
Touro
Indomado,
Amarrou-me
Na
Porteira!
SORVER - TE!
Vem sorvete!
Exposta
Entre dentes,
As gotas,
Aquecendo-me,
Umedecendo o paladar.
Lambendo-te,
Em partes
Suaves.
Derrama-me no rosto
Sensual
Gosto!
Seduzido sentido.
Cai doce
Sorver-te
Na boca
Molhada!
Ingerindo-te,
Fluxo
Amor.
 
VOU TE SEDUZIR
Até você me amar!
 
ROUXINOL
Bom dia!
Como foi seu sono?
Café com leite e
Pão fresco?
Quer queijo branco,
Laranjada e geléia?
Sirvo com prazer!
Aos abraços, carícias e
Beijos ardentes!
Acordei amada!
Silenciosa manhã
De sol,
Faz-me cantar como
Uma
Rouxinol!
 
 
Declaro amar todos os dias!
Sou carinhosa, gentil e sincera...mente afetiva.
Procuro escutar, dialogar e seduzir.
Respeito nossas diferenças!
Amo,
Como a um reflexo!
Reflito,
Quem é vocè
Narciso?
Imagem virtual dos meus escritos!


SEREIA
Canto e seduzo
Clamo!
Vem ao meu mundo se banhar?
E no fundo,
Quero!
Navegar no seu rumo.
 
 
Jogo de Damas
Preto no Branco
Branco no Preto
Cores opostas
Prazer e Medo,
Arriscar!
As Damas,
Vem aos pares.
O Rei presunçoso,
Come-me!
Viva esse fogo!
Apenas no jogo,
Bane-me!
 


Bruxa Sapeca
Com minha varinha de condão
E de avião,
Fui ao Japão!
Transformei-me em Gueixa.
Canto, dano, converso,
Vou satisfazer todos os seus desejos!
Na hora agá, virei um Dragão!
E sai soltando fogo pelas ventas!
De volta ao meu castelo
Ria à beça!
Feliz Sexta
Feira
13.
 
DULCE DE LECHE
Me!
Seios,
Enormes,
Inchados,
Clamam,
Boquinhas famintas!
Tão doce,
Suave,
Serve aos goles,
Dulce de leche!
 


Poema Suave?
Suavidade,
Lua de Trancoso,
No caminho vagalumes
E a brisa do mar
Suavidade,
Pés descalos,
Subir no telhado
Olhar caranguejos,
Pisar na lama
Suavidade,
Na Barroca,
Pulavam minhas janelas,
Conviver com o pé de bananeira
Fazer uma linda horta,
Com estrumes de elefantes
E deitar na rede,
Adormecer ao som dos passarinhos
Suavidade,
Viajar
Nos fins de semana,
Entre a floresta e o mar
Plantar e colher brócolis,
Fazer geléias de frutas frescas,
Colher e moer,
O café!
Suavidade,
Nadar no rio,
Dormir num chão de estrelas
Suavidade,
Recitar poemas de Amor,
Entre bandas de Rock
receber amigas,
Falar de homens
beber vinho,
Sozinha
Escrever em inglês, francês e espanhol,
E não ser poliglota
pesquisar e entrevistar pessoas na rua
Conhecer a cidade do Rio de Janeiro,
Em campanhas polticas.
Suavidade ser amada
E amar
E ter o prazer de se dar ao outro
Suavidade,
Ver os filhos crescendo,
Se rebelando,
Descobrindo seus próprios rumos!
Suavidade, andar a cavalo
Sentir o vento, o frescor do mato,
A madrugada orvalhada
E cair no lago
Tomar banho de chuva, cachoeira
Suavidade,
acreditar na vida
Em mim,
E agradecer,
Todos os dias.
Pela nossa existência,
Humana.

Formato de Amor!
 
O telefone toca sem jeito!
Meu coração clama a forma.
Minha alma espera o momento do renascer.
Minha vida ficou meio chuvosa,
E minha face esconde a meia alegria.
Tento esquecer os meus sentimentos...
Solidão me aperta o peito!
A respiração está ofegante, por amor,
Vem amor!

Misturo os ingredientes necessários,
Carinho, desejos, suavidade.
Sentimentos aos poucos,
Cada coisa tem seu lugar,
A hora da espera chegou!
E o tempo demora à passar...
Mas quando tirar da forma,
Vou partir em pedaços!
Em contrapartida, a  distribuição,
Darei uma festa!
O gosto de cada um,
Difere nas experiências.
E na escolha dos ingredientes,
Poder variar!
Gostaria de morangos com chocolate?
Passas ao rum?
Ou nozes com canela?
Castanhas com queijo?
Doces e salgados sabores...


Que sejam fortes ou quentes!
De dar água na boca!
Antes, durante e depois!
Esse bolo,
Festejo,
Canto,
Incalculável,
Imensurável,
Ao prazer de dois!
O Formato de Amor!
 
 
 


Raposa Selvagem
*Dedicado ao Tanando
A Raposa do cafezal
Não faz mal!
Catava peixes
De rio verde,
Desembocou no mar
Do Arpoador!
Todos queriam o bicho!
Famosa,
Apareceu no jornal!
Aprendeu depressa,
Concorrência desleal!
Tirou foto sex appeal
Fez sexo animal!
No programa da televisão,
Veio a capivara,
A disputa era acirrada!
E depois,
A onça pintada!
A Raposa selvagem
Acuada no quintal!
Colocou as patas na estrada,
E foi para Lambari!
E foi para Lambari!
 
 
VAZIO
Como abafar?
O sol desaparece.
As noites, sem luar.
Na terra, transparece,
A falta de Amar!

 
Guepardo
 
Corro atrás da presa e não de emboscadas.
Esguia e bela musculatura de sedução frágil.
Meus olhos lagrimejam em linhas negras.
Savana sou predadora em alta velocidade.
Minhas garras apresentam-se imóveis,
Prendem-me ao solo em galopante crina.
Quer essa Chita?
Seja mais que Gato-leopardo.


Voyeur
Homens e Mulheres
Declaram-se!
Versos, sonetos, poemas
Ao Amor.
Eu?
Espiando!
 
SOL
Perfil de raio ao rumo
Desejo de aquecimento
Lado reflexivo aguar
Quero-te submundo.

Revolvido humo
Planar abrandecimento,
No fundo ser Lunar
Sol pousar amor profundo.
 


Olhares em foco
 
Desejo cavalgar em seu corpo, quero deslizamentos.
Mãos sugando seios, bocas gemendo e lambendo beiços.
Sedento alimento, veloz, voraz, jamais fugaz.
Completude plena, desejos em protuberância.
Sairemos da imobilidade em perdida estratégia.
Seduziremos os lados opostos de nossas entranhas.
Seremos qual animal selvagem em devaneios.
Lutaremos pelo equilbrio carnal dos líquidos brotados.
Acariciaremos nossos corpos em vibração fremente.
Seremos qual centrífuga em prazer barulhento.
Máquina de aprazer liquefeita em carícias no amor sem tempo.
Olhares em foco amores refeitos em puro êxtase.

Estou apaixonada por todos os homens!
Os homens são omissos
Gostam de uma boa trepada
E casam com mulheres calminhas,
Submissas.
Poucos arriscam suas moedas
Em quem sabe mais do que dizer sim.
Mas na hora da farra
De escolher melhores dançarinas,
As outras são melhores parceiras.
A não serem homens apaixonados
Estes embasbacados
Se fazem de gato e sapato.
Não decifram o código de suas mulheres
Mas as querem a qualquer custo!
Levam e trazem!
Obedecem a ordens,
Elas que mandam!
Vivo a vida que não vivi
Por tentar entende-los!
Estou perto das calcinhas de renda preta
Das mulheres fogosas.
Dos voyeurs olhares ao corpo perdido
Nunca ganhei sequer um sutiã de ex-marido,
Que dirá calcinha preta?
O mais apaixonado s me escrevia em rimas
O mais marido se perdeu de mim depois da
Primeira filha
Maior amante já tinha mulher e filhos
O adolescente morria de ciúmes
O bicho grilo vive melhor comigo
Quando está longe de mim!
Como entender os homens
E aceit-los, senão estando apaixonada por eles?
Então declaro!
Estou apaixonada por todos os homens!
Os que nunca tive,
Os tímidos
Os feios e gordos
Os rabugentos
Os ricos e poderosos
Os ruins de cama
Os cafajestes
Os amigos
Os bandidos
Os políticos
Os verde abacate
Os cantores
Os mulherengos
Os papais de cada esquina
Os amantes noturnos
Os metidos a sabidos
Os repressores
Bem, aí é  demais!
Falta você?
Ainda no classifiquei todos,
Me aguardem!
 
Eu te amo!
Pensamento me acolhe, retire dúvidas, sane o assunto, diz logo, eu te amo!
 


Café Loucura
Café excitante
Sabor saltitante
Café frescor
Sabor licor
Café menta
Sabor achocolatado
Café gelado
Sabor limão
Café condimentado
Sabor pimentão
Café adocicado
Sabor cereja
Café dançante
Sabor carqueja
Café moreno
Sabor quente e infundido
Café sereno
Sabor conflitante e abolido
Café inventado
Sabor experimentado
Café loucura.
 
 
 
 
 


Amor, eu serei amada!
Inscrevi-me na listagem.
Preciso de afeto,
Entro na fila!
Olha que dupla
Imagem refletida.
Virtual passagem,
Abrir um túnel,
O tempo a passar!
Você e eu, dentro.
Lá  fora, os outros.
Amaremos
Seremos felizes!
Esses minutos serão
Inesquecíveis!
Eu e você presentes.
O amor, será passado.
 
 
 
Haikais
Bailam
Os pés unidos
Bailam em contradanças
Respiram amor
 
 


Dedicatria ao amor reencontrado
O Amor que sempre tive

Reconheceu-me sua.

Reencontrado na foto

O olhar adormecido.

Viestes entre e-mails

E escrituras.

Adivinhastes os meus desejos.

Ao meu encontro

Negou-se três vezes.

Folheio esse livro de amor

Entre páginas amareladas

Refiz sentimentos.

Jogos ao léu

Amor
Apenas envelhecemos.

Sabia-me de cor e salteado

Experimentamos a comida inerte

Aos suores das mãos.

Como surdiria algum dia

Deixar de querer-te?

Sussurrei teu nome,

Desaparecestes.

Saber-me tão distante

Fez-me infeliz.

Abro meu coração

Fecho a caixa de lembranças

A chave,

Saberás aonde

Encontrá-la.
Revolver um amor
Folhas reviram-se ao vento,
Que vontades tenho...
Ir-me!
Revolver-me!
Como sou ostra escondida,
Fora de circulação.
Giro e vagamente,
Valho-me de esperanças!
Quijano, sou a pérola negra
Perdida no seu tempo.
O coração poeta,
Quer-me Dulcinea.
Amada, o cavalheiro
Mergulha nas ventanias.
Espero-te!
O vento
Transforma-me!
Em pedra.
 

Flying_away.jpg



















 

 

Hlio P. Junior

 

 

 




ROCHEDO E MAR
Encostas em mim
Revolvo seus cantos.
Areio em ti.
Vem soberbo
Visto do céu,
Supera e domina.
Mareio seu solo,
Vou e volto devagar.
O vento agita,
Quero te arrancar!
Impede-me de ir,
Impõe-se!
luta?
espera?
Simplesmente sublime.
Apenas acredito,
Encontro e desencontros,
Há vida e paz!
Na oscilação peculiar,
Rochedo e Mar.
 
Música inacabada
Eu queria um amor como um sonho, cheio de paixão.
Olha o vento e me embala, com tanta sedução.
Vem quarar no meu corpo, aquecendo o meu coração.
Este amor, com o tempo, no perde a emoção.
 
 


Prosperidade
Encaixo certeira meta
Na fresta do seu olhar
Cabisbaixo e sorrateiro atesta
Sentimentos em coração alerta

Ventos sopram a expectativa
No sorriso disperso e amarelo
O percurso de afeto cultiva
Florescem cantigas de apelos

Ser capaz de felicidade
Na semeadura do amor
Viver de colheita é a prosperidade.
 
Amor Platônico
Desejo-te minha amada
Serás cultivada, aguada,
Serei por ti, devoção,
Controle e determinação.

Farei sonetos, versos,
Lutaremos com palavras, reversos,
Gestos brandos e afetuosos
Afagarei prantos, relembrando,
Obstruirei passagens assombrando.

Num nicho pensamento
Serás o triunfo do amortecimento,
A rebeldia e tormento.

Todos lutarão na caminhada
Por tua liberdade aoitada,
Serás sempre, GAIA, amada.
 
 
 
 
MEN
Eu quero o X,
Desprotegido,
Banido,
Perdido,
O sexto sentido,
O que corrido,
Incontido,
Enlouquecido,
Absolvido,
Embrutecido,
Acometido,
Aguerrido,
Amadurecido,
Amor X-Men.

Felicidade
Perguntaram...
- Onde está a sua felicidade?
Pensei... Talvez eu estivesse afastada da vida, das cidades...
(Fui procurar nas prateleiras do supermercado!)
- Felicidade deve ser algo comestível?
- Esse produto tão caro!
- Ou poderia ser barato?
- Vem e vai pela boca!
- cheirosa?
- Inalamos, respiramos, fundamental!
- Visual colorido?
- Ou à mercê!
- Localizada num balcão gratuito?
- E eu?
- Longe de tocá-la!
- Todos já tem?
- Só eu que ainda não!
 
 
Beija_me.jpg
Fabricio Dolci
Amor Mel
Abelha Rainha passeia em busca do pólen.
Encontrado o néctar, de boca em boca,
Poliniza o AMOR.
 
 
Ciúmes
Escolhe!
Essa pulga insana te consome.
Cachorro
Vai ficar sem dona!
 
Você
Sinto que te espero acordada
Quero dormir agora
Estou atada
Então vê se não demora
Estou com saudades do seu olhar
Quero te amar sem parar
Você anda menino demais
Sem coragem sublimais
Como explicar se desacostuma
Tantos anos sem esclarecer
Essa loucura se consuma
Sumir e depois você
Reaparecer
Fez-me ver
Refém
De ninguém.
 
 


Olhar
Olho no seu olhar,
Refletida luz do meu desejo,
Eu conduzo a pipa no céu azul celeste,
Ela foge de minha vista, atrás do vento!
Esse tempo parece não passar!
O retorno dos acordes, o grito de carnaval não emitido!
Toco meus tambores de latas e gargalho a falta!
Sambaria até suar e rodaria a baiana, que me oferece cocada.
Nada me adiantaria, se eu estivesse na Europa!
Cavalgo pela liberdade e pelo prazer de ir!
Vou para Trancoso!
O mar atrás da Igreja, o Rio, na frente do mar,
A Lua brilharia comigo, no eclipse vermelho!
Os satélites, internet, notícias, só pelas bocas!
Sentidos a flor da pele, caminharia em busca dos vaga-lumes gigantes!
A noite calma, o cheiro de mato, me deitaria com os insetos!
A no caminho do Rio, marcaria meus pés com mordidas de caranguejos!
Estarei eu viva!
Sentindo dores no corpo!
O cansaço me levaria ao banho nu no mar límpido!
E seria eu novamente!
Índia, morena, perdida na mata mineira!
Olho no seu olhar,
Refletida luz do meu desejo!
 
 
Alma Safada II
Irreverente!
Deixaste-me sozinha,
E foi dormir com outro?


AMOR EM FORMAS

Sabor Nacional
Amor Carioca
Amor Pernambucano
Amor Mineiro
Amor Paulista
Amor Baiano
Amor Goiano
Amor MORENO

Sabor América I

Amor Argentino
Amor Boliviano
Amor Cubano
Amor Uruguaio
Amor Chileno
Amor Paraguaio
Amor MORENO
Sabor América II
Amor Americano
Amor Alasquense
Amor Canadense
Amor Mexicano
Amor Nicaraguano
Amor Belizense
Amor MORENO

Sabor Europeu

Amor Francês
Amor Suíço
Amor Norueguês
Amor Belga
Amor Italiano
Amor Búlgaro
Amor MORENO
 
Obs.:
Amor em formas, servindo com o charme da culinária gastronômica, recriando com arte pratos tradicionais, indica a preferncia internacional: Amor MORENO.


Pensamentos de domingo
Desejo de ir, saber o querer e se deixar levar...
a vida com carinho
vai bem melhor.
 
 
Mudanças no tempo
Se hoje amais
Amanhã serão fractais
Futuros haikais
 
 
Mudana de humor
Cinco de maio
Vinte e um de junho
Dois de dezembro
 
 
São Paulo
Vou encarar o lado Roma,
E buscarei em ti, Copacabana!

Na cultura Japonesa, Liberdade!
Faz de mim Gueixa!

Da Europa e excentricidades,
Mostra seus Museus!

De Nova York,
Arranha céus e estilos!

Como Alemanha,
A meia noite amanhece!

Como Rio de Janeiro, a Bossa Nova!
Faz de mim, sua Ipanema!


Samba de amor sem música
 
Mexer
Sacudir
Rebolar

Torcer
Exprimir
Gingar

Liquidificar!

Gritar
Grunhir
Gemer

Tocar
Atingir
Bater

Liquidificar!

Emitir
Sussurrar
Remexer

Impelir
Dedilhar
Tanger

Liquidificar!

Pertencer
Palpitar
Fugir

Superar
Crescer
Expandir

Liquidificar!

Agitar
Impelir
Derreter

Induzir
Comover
Ecoar

Beber
Tingir
Aperfeioar

Liquidificar!

 
 
ALMA SAFADA III
De que adianta brigar?
Enquanto durmo,
Minha alma safada, feliz da vida, marca encontros com você!
Desejo Meu
Meu desejo por ti insatisfeito,
Transforma minha sede em loucura.
Tua imagem, reflexo de minha bravura.
Quero-te e nego-me trilhões, vezes mil.
Enquanto refém do seu abrigo, moras comigo.
E nem me tens.
Pobre mendigo,
De mim ser refm.

Súplicas mulher amada
Fica comigo Solange,
Eu te amo!
Sua identidade
Verdade
Coragem
Olhar
Cheiro
Vontades
Tudo por ti eu farei!

Fica comigo Solange!
Amo-te cada vez mais!
A sua voracidade
Fincada em minhas
Entranhas.
Linhas curvas
Floresta escura
O seu mar tremula
Em minhas mãos!

Fica comigo Solange!
Eu te amo!
Ardentemente
Entregue
Sedento
Desejo
Quero
Suplico
Esperanças!
Eu te amo Solange!

Fica comigo Solange!
-Mas eu me chamo Gisele?


Procuro esse Amor!
Os abraços apertam suave
As mãos acariciam serenas
O corpo protege dos medos
A voz embala segredos.
Deseja-me, nua e sua!
Beijos, até os dedos dos pés.
Lambe-me de rir!
Acaricias meus seios
Com ternura,
Ama-me!

Amor
Quanto mais perto de você, pior reconheces.
 
Em busca de um mundo melhor!
* Homenagem ao mendigo
 
Sai em busca de um mundo melhor, entrei pelas histrias dos outros.
Encontrei amor, criatividade, medo, incerteza, egoísmo, insegurança, nobreza, falsidade, leveza, verdades.
Mas principalmente vontades.
Vontade de amar e ser amado.
De ser estimado, reconhecido, e bem tratado.
O homem totalmente entregue, aos seus mundos.
Talvez esse seja o problema.
O mundo é um só.
E sozinhos seremos, se não percebermos que a vida é única para todos.
Não precisava ser radical, mas sou.
Caminhava rua abaixo e vi um grupo de mendigos conversando.
Pedi licença, sentei entre eles, dividi meu pão fresco da padaria e trocamos algumas idéias sobre à vida, os problemas de todo o ser humano.
Veja bem!
Em busca de um mundo melhor, aconchegado na calada de rua, entre mendigos, vivi esperança, alegria, certezas.
Estamos mesmo sendo egoístas olhando apenas para nossos umbigos.
Qualquer abraço estendido será aceito.
Se assim o fizermos com verdade, cortesia, vontade de trocar afetos, informações e esperanças.
Poderemos ser melhor do que somos hoje.
Basta não desistirmos, do ser.
E sermos humanos!




Sanhau Vermelho
 
Quisera eu ser o que não sou para ter um só pensamento.
No lamento de minha solidão muda, só há rompimentos.
Na estrada de terra a floresta de meus olhos mareiam.
Serenamente assolas minha sombra com esperanças.
Ardida mordida sopra ao vento e como pena ave voou.
 
Mesmo que verde-oliva sou sanhaço-de-fogo.
Vivo a espreita do meu bando, ao meu deleite, só mamão.
O seu canto, sanhaçu, bebe em nome de outro.
Sanhaço Vermelho paira em paisagens abertas, árvore frutífera busca seu Sanhaço-de-encontro-azul.
 
Porto Seguro
Vivi na Lua do horizonte o ser amante.
E por décadas seguidas a persegui com o olhar.
Meu Porto Seguro era o seu Trancoso.
Minha felicidade atracada no encontro das águas.
Meus líquidos cavalgavam ao Rio,
O Rio iria ao encontro com a Mar.
A Mar vai em busca do Oceano.
Lua brilhante no horizonte,
Perdura minguante,
No reflexo das águas.
 
 
Fotos reveladas
*Dedicada ao RICK
Serão de mim apenas lembranças as fotos reveladas.
Quando em fotos, a solidão me assolar, nas imagens de tristezas veladas.
Quero da vida beleza, carinhos, afagos, vívidos momentos de intenso amor.
Verdadeiras sem reflexo nas miragens de um tutor, refém de mim.
Mudanças de humor no tempo, fotos se rasgam e amarelarão.
Eu por você, terei sempre, revelado meu eterno amor.


Piscar de olhos
A vida revela-me o mundo infeliz.
Num piscar de olhos, revolvo, viver persistir.
 
 
MORTE a Liberdade!
A Morte bate porta e pede para entrar,
Eu disse que estava feliz e alegre, era má hora.
Ela desejou levar algo de muito valioso.
Levou o meu coração pulsando em suas mãos.
Colocou-o numa caixinha de vidro da existência.
Eu morta viva cambaleante, preambulava...
Transformei-me no mais puro mármore carrara.
Amarelava, dia a dia, virei uma pedra.
Estatueta rara, clamando:
Morte a liberdade!
 


Encontros e desencontros
1- Bom dia.
2- Uma noite de amor.
3- Um cinema, um jantar, outra linda noite de amor.
4- Dois passeios, o mar e o bosque, fotografias e almoço.
5- Noite dançante e amor desencontrado, café com pão fresco, estrago, desastre.
6- Descobre que eu sou uma imagem com todos os sentimentos dentro fluindo
e que no passarei de miragem, afinal, eu sou apenas a virtual atriz de seus anseios
e desejos mais profundos. Seu grande amor romântico de um passado esquecido.
No fundo, sou nada, sou ninguém, diante de sua vida tão além de mim. Remota, sou.
7- O final de semana juntos, sorrindo, vivendo, amando, esquecendo do mundo.
8- Desencontro, e uma vida inteira te esperando...
9- Estou idosa demais para pensar no amor. Amar-te mais que já te amei durante toda
a minha existência, impossível! Você nunca me quis realidade. Quando jovem não tive
chances alguma de ter uma vida ao seu lado. Tudo o que sempre desejei foi viver
a intensidade, agora nem sei fazer amor, tenho por você carinho e ternura. Esqueça-me!
 
Moreno do Salgueiro
Samba como ninguém.
Fez-me refém do seu gingado.

Como pode poetisa apaixonada
Por um rebolado bem bolado?

Quando começa a dança “capoeiramente”
Deslumbra a poeira da saia justa.

O olhar nem aguenta sereno,
O corpo fluindo no ritmo frenético,
Poetisa no asfalto sorri brejeira,
Atrás do cordão do Moreno.

Poucas palavras à canção,
A cisma deve vir pela bateria.
Bate forte o coração,
O corpo logo sentencia

Atrás dos pés do Moreno,
Só não vai quem já morreu!


REVELAÇÃO

Olhei o rosto inerte
Emudecida paisagem
Brilhava estrelas
Areias úmidas
Do corpo controverte.
Água aos pés, à passagem.
Entrelaçadas aquarelas
De amor aplaudidas,
Tempo passado, abalizaste.
Caminhei vislumbrando
Esperança e revigoraste.
Encontrado amor subverte
Gritando e abafando 
Retido ressentimento adverte.
O tempo escureceu sentimentos.
Amor, jamais acolhimentos.
Sigo te amando
O vento trouxe a verdade esquecida
Olhando o reconhecido grito de ternura
Vivendo em tuas mãos esponjosa loucura
O tempo afastou o grande amor de minha vida.
Sigo te amando.
 
 
 


A pai xo nada mente
A paixão é eletricidade
Desejosamente,
Os cabelos revoltos nas mãos
Seios se mostram bicudos
Suores entrelaçados e quentes.
Lábios carnudos linguados,
Filma pedaços de felicidade.
Quero ser nua suavidade.
Apaixonadamente
Sentes,
Nada.
 
 
AMOR
Encontro acordado
Caminhamos juntos.
Simplesmente abrasado
Entoamos rimas e assuntos.
Versos livres
Prosas felizes
Entardeceu
Amanheceu

Clamor
Amor.
“Matematicando” o Amor
 
Matematicamente raciocínio lógico pura.
Visualmente seduzido seu olhar me captura.
Conto inúmeras vezes o igual resultado.
O amor negado?
Está bem do seu lado.
 
Contas na Matemática

Se zero sou, se zero fico, eu penso...
O zero número finito e eu existo!
 
Continhas I
Preciso fazer uma continha de somar e outra de multiplicar, porque a de me diminuir e dividir,
no quero mais contar.
 
 
Continhas II

Quando falamos de divisão pensa logo nas oportunidades...
Faremos um jogo de probabilidades, você quer divisão de 3.
Oferece uma arapuca, eu só aceito os números pares.
Eu quero a conta da liberdade!
 
 
Corpo Aberto
 
Corpo aberto em espreita felicidade
A vida em rochosa sequência
Ilustra o cheiro de umidade
Húmus em flocos, sumos líquidos
Verdejantes matas densidades
Explorando no embrenhar satisfazer
Gestos empilhados em reverência
Capturas nas alturas, retorquidos
Acures do esvoaçar prazer.
 


Ardente Paixão
Como pode viver e não me observar
Arder em fogo abrasante,
Num leito nem arrumado?
Como pode perder-me de vista no raiar do dia?
Olhar-me despida e desiludida?
E desejar que eu me cale ao anoitecer?
Como pode insensível mente,
Ver-me andorinha a me quebrantar?
Deixar-me debater na grade de sua prisão?
Abre então essa porta!
E deixe-me ir,
Ardente paixão!
 
 
Fiapo de Luz
Fiapo de luz que me ilumina a noite,
Cai em neve ao adormecer cotovia.
Brisa leve ao norte dos meus sonhos,
Balanceia em flâmula o ardido açoite.
Cuide do meu menino ainda que tardia.
Velada acobertada aos mares bisonhos.


Morte Amor
*Dedicado ao Amor Perfeito que a solicitou.

Morte vem me ver
Estou aqui espreita do prazer de morrer
Porque viver sem ter a quem recorrer
Prefiro reencontrar com você.
Assim desperta e sempre presente
Todo dia tem gente, querendo você.
Percebe satisfeita “a morte” deve ser menina
Igual feminina ave de rapina.
Negro voo para seduzir,
Iguala-se aos vivos em presteza
Já mortos, serenos amenos
Amores perfeitos.
 
Dúvidas de amor
Hipocrisia, lampejo
Ardor, fervor,
Refém de meu desejo
Negue seu amor,
Do medo, penhor.
 
 


Amores Reluzentes
Amores reluzentes
Brilhantes amantes
Seremos sementes
Amanheceremos acalentes

Na noite de sussurros
Manhãs prosam vertentes
Floresçam leves urros
Açucaradas vozes indecentes

Lambo-te em pedaços
Mariscos estilhaços
Pervertendo venenos

No mar blasfemem
Amor ao Homem
Cresceremos terrenos


Conscrito Amor
 
Morar no encanto
Qual prisioneira fria
Rodopias tanto
Que valsejar restaria.

Em pétalas dispersam
Cicatrizes da traição
As correntezas adversam,
Ventanias de aferição.

Os sintomas terrenos
Em plenos voos
Amenizam serenos.

Absorverias os venenos
Em dispersos enjoos
Que canalizam amenos.

Flores e pássaros
Em temporal ablação
Revelam o constrito Amor.


SAUDADES
Sinto saudades...
Dos olhares ao Horizonte
Subir o Pico da Tijuca
Caminhar na Pedra da Gávea.

Das rodas de ciranda em Pereiro.
Amor em pedra olhando o céu.
Na cabeça a Lua,
Nos pés o Sol Nascente.

Navegar de janga em Olinda,
Brincar de mela-mela em Recife.
Na noite ver o campo de vaga-lumes,
E sentir o frio de Friburgo.

Andar de trem em Campos do Jordão
E jogar xadrez gigante.
Tomar chocolate quente
E ver a névoa na madrugada.

Sinto saudades...
Da Rua do Amendoim
Fingir que subo em vez de descer.
De ir ao Museu de Mineralogia.

Sinto saudades do Rio
O desejo de atravessar de balsa
Esperando a Lua em Trancoso,
Pisando em lamas e sorrir.

Sinto saudades na minha vida,
Do meu grande amor.
Fiz-me silêncio na espera
De seu retorno.
 


AMOR Apreço
Esse amor que desconheço
Veio perto me buscar
Ofuscou o meu soneto
Com o seu jeito de amar

Moldou a palavra em adereço
Animou minhas estrofes
E por saber concordar
Deliciou-se no versejar
Com suas galhofes

Traduziu meus tropeços
Escreveu versos imersos
Esculpiu textos reversos

Nesse propício arremeto
Espalhou no coreto
Palavras de amor apreço.
 
Viagem
Sinto a falta de expectativas adentrado amor.
Nessa viagem de vislumbre o caminhar inseguro.
Refletindo na paisagem há o iluminado amanhecer,
Andarilhos juntos recortando as estradas do tempo
Em incertezas repensadas de advertidas esperanças.
Os pares desfilam desejos em formatos de medos.
O grande delírio da vontade do eternamente esquecer
Em seus olhos lagrimejam a falta amena do prazer.
Ante os gritos e urros, cremarei a dor de ouvir o clamor.
Nunca faltar ao eterno sentimento os restos límpidos
Do cavalgar, unidos aos goles do sedento alvorecer.
Necessito então dizer-te, ainda te amo.
TEIA Traio
Aranha tece a teia esférica.
O único objetivo capturar a presa.
O Homem trama.
Diante do Amor e de um Beija-flor,
Viver ou observar?
 
 
 
Solstício de Inverno
Flores amarelas nas janelas
Abrindo-se em alegres pétalas
Aromatizando o ar adormecido
Ventanias suaves do dia contido.
Na espera do solstício
O entardecer fencio.
Ciranda de amantes em cúmulos,
Nuvens coloridos círculos.
Calmamente penetrar entreolhares
Vagamente sombras estrelares
Cometendo o engodo prazer
Desejosos de afetos merecedores
Timboleias e tripudias o lazer
Silencia a atitude dos amores,
Embalando no anoitecer
As pálpebras do amanhecer.


Amor por ti

Meu amor por ti devotado
Eterno aprendiz de tempo destroçado
Qual flor que despetala.
Com o amanhecer a flor acasala.
No alvorecer o cheiro acenado.
Ao anoitecer espinhos apunhala.
 
 
Amor por ti II
Amor por ti em eterno delírio
Fez-me ver a vida sem martírio
Meu infinito amor declarado
Alegremente vívido me conduz
A estrela é guia da luz
Iluminada a face do meu regozijado
Sorridente espectro de amor por ti almejado.
 
Amo-te e duvidas
Quero-te tanto quanto nem me olhes
Vejo-te sempre com ternura ardente e escolhes
Entre delírios suaves ou venenos me acolhes
Suave nua entre o amor e pedras descobres
Serei eu o brilhante entre outras que tanto cobres
Ou apenas serenos amantes em retoques?
 
TEMPO DE AMAR
Deitada no chão de vaga lumes
Respiro o ar de flores em sexo.
Orvalhada reverencio a brisa,
Frio e amor intercalando entreolhares
Acompanharemos insetos em revisa.
Bem te vis vocalizam ao amanhecer,
Tempo de Amar!
Anunciam ao alvorecer.
Eterno Amar
Hoje estou tão triste
Navegando no mar de prantos
Senhora demora a acordar
Vai e vem em esperanças
Percebendo a vida findar
Nas ondas do desespero amar.
Como tanta gente sonhando
Deitada em areias movediças
Escorregadia no sol a agonizar
Determina cantos de melancolias
Esquentando a alma no perdido olhar
Será possível navegar na tristeza
Desse eterno amar?
 
 
Ninguém de Natal!
A Vilma me ligou e perguntou sobre o
Ninguém?
Eu nem sabia que o Ninguém, tinha
Alguém?
Mas o Ninguém se embrulhou e se deu, de presente.
É Natal!
E Ninguém, tem direito de se dar!
Eu gostei de Ninguém!
Eu me dei muito bem!
Mas não sabia que presente de Ninguém, tem
Dono!
Mas ninguém tem!
A Vilma me ligou, ela pediu o controle de Ninguém de volta!
Mas o Ninguém é remoto, já tinha ido!
Ninguém é de ninguém!
Meu presente de Natal, Ninguém viu?
Saiu pela porta!
E eu,
Sem Ninguém!
 
Noite
Lua e estrela pingam em gotas.
Revelou dentro de si mesmo o incontido.
Despertas de sua insanidade.
A loucura virá de todas as poetisas
Sentenciam sua alma nobre sedutora.
Fadado ao sacrifício acorrentado à dor do outro
Enxergar o que antes nunca se via
Sentir ainda a plenitude no amor.
Tens medo da esperança.
Não há culpas inconscientes.
Se apenas seguisse vagarosamente seu coração,
O caminho já terias traçado.
Mas rompe com a felicidade.
Metas racionalmente imposta.
Queres ser o que jamais serás.
Pior dor sofrerá,
Se traíres dentro de si,
Seu amor romântico.
Vagarás etéreo em terreno sem raízes.
Sentencias a vida de um morto vivo.
 
Termômetro dos Sentimentos
 
No calor do amor, expando, na frieza dos instintos, comprimo.
 
Estelar Luar
Agora versista sorridente
Grandiosamente germinativa
Em floreios e mata-borrões
Estiveste acuada
Em cúmulos nimbos.
Avermelhou-se nas torrentes
Emanavam luzes aos carinhos,
Estelar Luar foi gerado.
 
 
Amante Amada
 
Vi Ana com a Maria,
Enquanto você rodopia.
Ana, cigana deslumbrante.
Sua amada Maria, jamais amante.
Maria uma fera estonteante.
Maria sexto sentido, imaculada.
Você, colado na Janete.
Sofreu golpe rompante,
Amante amada, que nada!
Destruiu o seu romance, à toa.
Maria, feliz com a Ana debanda.
Numa boa!
 Fabrício Dolci
Canto Humano
 
Amor vem cuidar
Está frio lá fora
Aproxima com carinho
E suavemente protege-me
Com o calor do seu olhar
 
Amor vem abraçar
Que a brisa do mar resfria
A espreita do calar
 
Amor companheiro vem navegar
Fazer seu corpo seguro
Atracar no meu mar
 
E no ardor de ser Luar
Brilhar no horizonte
No canto humano do amar.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Canções alegres
 
 
Vou estrelar na noite,
Cativando seu olhar.
Prazer acomodá-lo,
Relva flutuante!
Vento, em direção ao sorriso.
Remoinho torna brisa,
As canções alegres.
 
 
 
 
Caipora
 
 
Caipora, caiçara, proteja-me do caçador.
Ele brada, morde, causando dor.
Seus pés voltados para trás, me guiarão para o destino.
Viver em harmonia os sentimentos naturais, além do esquecimento.
Rastros falsos dos animais com roupagens humanas.
Faça do rumo certeiro o encontro da vida.
Seguirei seus cabelos vermelhos na busca da felicidade.
Saberei como caçadora ser tenra e derrotada.
Jamais negarei ou destratarei uma presa fácil,
Atraiçoada no voo como simples cotovia.
Como guerreira, imploro trajetos dispersos de luta vã.
Caipora, caiçara, proteja-me nessa vida.
 
 
Verdes e Perfeitos Amores
 
Amo-te no aquecimento.
Em teus braços, és o Sol!
Ilumino-te como Lua.
Da minha luz alcanças estrelas
Em seu corpo arquejante
Faço leito em Terra avermelhada.
Vibrantes, serenos,
Planetários e sedentos,
Aguarmos amantes amenos
Verdes e Perfeitos Amores.
 
Desejos II
 
Caindo verticalmente em seus braços
Os longos cabelos balançam calados
Diante do peito aberto ao amor.
Beijos calorosos nos cedendo
A nutrida paixão cavalgante
Agora serei sua Lua
E como rua me pega macho
Num gancho facho
Os delírios abrem-se em ternuras
Velaremos terrenos alagados
Suores em gotas línguas
O amor pleno de desejos ardentes.
 
  
Roma Espelhada
Roma eterno por minhas “venezas”
Coloca barcos situantes por minhas “tibres”
Subindo nas suas colinas
Aguardarei loba fêmea a aleitar-te
Torna-se o símbolo de ardor
Dois irmãos em minhas entranhas
Mostra sua dimensão mundial
E simboliza seu coliseu
No corpo vulcânico lacial.
Aquedutos em metros cúbicos,
Aguardam suas batalhas.
Para depois aceleradamente,
Numa unificação crescente,
Rumar as Olimpíadas de Verão.
 

Grande Amor (carta)
Meu querido!
Não sei se vou vê-lo amanhã ou nunca mais!
Só sei que se você é fruto da minha imaginação fértil, eu adorei essa experiência!
Eu precisava de uma proposta alternativa aos meus melhores sonhos!
E acreditei na possibilidade de você realizá-los!
Quanto ao fato de não ter acreditado na verdade de suas intenções,
E me imaginar num jogo virtual com minha própria vida, essa paranóia, vai me gerar algum fruto proibido!
Mas 24hs é o tema preferido dos meus amigos acima de 40, e não sei dos acima de 30.
Eu adorei é fato! Eu me deliciei!
Dancei em suas mãos! Lambuzei-me e não me arrependo!
Mas minhas metas são verdadeiras, e nosso encontro real.
Seguirei buscando o amor sempre, em qualquer lugar, mesmo no virtual.
E a vida dos loucos me interessa e a vida em paranóia não!
Eu quero ligar e ser atendida, eu quero ir e te achar!
Já passei da fase do jogo do desencontro, vamos ao encontro e as trocas de vivencias.Quer?
Eu não sei se minha vida cruzou com a sua por passagem, por vontades, por esperanças, mas foi muito importante conhecê-lo e reviver o olhar da paixão, o meu desejo de amar e ser amada!
Tudo o que é novo atrai, distrai ou trai.
Se trabalhar para que essa semente germine, farei com certeza com muito gosto, mas preciso do dia a dia, das conversas on-line, do seu carinho, tranqüilidade e sua verdade.
Para tal também eu tenho que ser honesta comigo mesma e saber valer meus sentimentos.
Considero que ainda bem, existem várias pedras preciosas nesta vida!
E não serei eu a decliná-las, a ignorá-las, sou uma mulher de sorte! Eu tenho sorte!           Eu tenho oportunidades e a vida me proporciona encontros lindos! Apaixonantes!
Se durar um dia, que seja esse o dia também o mais feliz da minha vida!
Se durar um mês ou quinze dias, e se for eterno, e infinito, saberei!
Pedi paz! Você me trouxe menos sofrimento!
Pedi respeito! Você me deu a verdade doída de uma traição sem história!
Pedi compartilhar! E fomos juntos caminhar na floresta!
Se as cobras mudaram a minha vida!
Que seja para aceitar as mudanças.
Eu preciso ainda resolver meus sentimentos mais ocultos, não vividos, mais sinceros.
Escrevo te desejando um ótimo dia, de luz! E não quero mais me preocupar com o amanhã! Vou viver o meu hoje!
Sou feliz! Você faz parte disso.
Beijos.

Último Suspiro
Cozinhas açucaradas imagens
Temperadas com ternura e lambes
Esbranquiçadas as rodelas em montanhas
Ao aquecimento, o mole permanecerá endurecido
No abocanhar desse último suspiro,
O sabor molhado tem gosto de amantes.
 
 
Sinto sua falta
Meus olhos pairam sobre a baía de Guanabara
Antiga travessia de balsas na negra noite
Sinto sua falta na lembrança dos seus olhos
A cor da assolada presença emana maresias
No balanço das águas o vento beija-me lento
Artefatos revolvidos me domam inteira
Serei ausência até quando presencias a espera.
 
 Beija-me
Aguar sedento
Derramar suculento
Prazer em sumo,
Eu consumo
Mar róseo de esperanças
Navegaremos suavemente
Beija-me logo!
 
Amoras Perfeitas
 
Os amores são esguios
As amoras suculentas
No frio o abraço esquenta
Mas a amora alimenta
O amor vem frugal
A fruta é fruitiva
O sabor do homem é salgado
O sabor da fruta é doce
Amores são desfeitos
Mas as amoras são perfeitas.
 
 Respirar Felicidades
O fástio é o tédio do mar debatendo-se em segredos,
A vida refloresce em medos musgos rochedos,
Cai chuva suavemente quente face aos novelos.
Transforma o relativo brilho dos olhos em veredas.

No caminho do sol brilham as estrelas
E plainam colinas entre areias e corpos
Mas o amor cresce em relva danina
Atravessando fiapos de luz em frestas

Na calmaria dos sentidos os pedaços perdidos
O rebento nascerá mesmo do medo
Descontrolado destemido e dessentido

Para viver, basta respirar felicidades.

Apaixonados.jpg


















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