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Crônica do dia a dia.
17Mar2012 13:04:38
Publicado por: Diana Balis

 Crônica do dia a dia. 

Hoje acordei reflexiva e rouca.

A vida leva vantagens quando queremos conversar sobre ela.

Liguei para Minas e Gerais estava lá!

A rouquidão me deixa com saudades da voz que habita castelos de Princesas e vence o Lobo que habita a minha alma...

A personagem “Diana Balis” queria desistir de escrever suas mil páginas lidas por ninguém, e amadas por alguém com certeza oculto.

Nada disso pagam as contas penduradas no varal. 

Lembro de Julio Saraiva trazendo laranjada e pão de queijo mineiro para a Carioca na Paulista;

Lembro do Projeto de crianças ficando na rua por 36 horas com o amigo Adriano Mattos, Arquiteto de BH;

Leio na Revista Vida Simples à matéria com a mesma proposta Budista...

Solidariedade, e volto ao passado.

Minhas filhas eram pequenas e uma era bebe... Eu sempre cuidava delas solitária. 

Na minha porta aparece uma gaúcha com duas crianças, um bebe e uma menina cabisbaixa e silenciosa.  Pareciam como nós.  A mãe pedia dinheiro para comer e voltar a sua cidade.  E dinheiro eu não tinha, mas solidariedade sim!

Levei essa estranha para casa, servi leite e pão.  Dei um colchão macio e fraldas limpas para o bebe dormir, enquanto conversávamos.  Falamos sobre sua vida, da separação do marido, da tentativa de vir morar no Rio frustradas.

Meu ex-marido ceramista estava em seu sítio, alheio a nossas vidas...

Ofereci um jarro azul como o céu, lindo! Feito de cerâmica em alta temperatura para a mãe levar na caminhada e tentar vender para trocar pela passagem.  Era tudo o que tinha para oferecer no momento.

Ficamos um dia inteiro juntas, elas tomaram banho, almoçaram e depois com o bebe, a filha menor, o jarro e sua pequena bagagem, partiram...

Não sei se ela vendeu o jarro, se tudo deu certo na rodoviária ou se o que contara era mentira, mas naquele momento e dia, dei a elas a minha verdade, o meu lar e o meu afeto de mãe.

Diante de tão mau humor hoje, e por estar sem voz e calada, querendo dizer da vontade em fechar o blog, descobri uma boa história para contar.  

Desejo a todos, um bom dia!

 

Diana Balis, Rio de Janeiro, 17 de março de 2012. 

(Foto da Escultura de Artista sem nome de Rondônia, que trabalha com tecido feito de borracha extraído da serigueira,mais fotos na galeria).



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