 Fluidez do amor
Derrama sobre meu caldo sereno o calor do amor
Nem imagine flores ou cores que não sejam do meu
transparecer interior.
Deixe-me fluir, sorrir, gozar e ir.
Seja ouvinte e confidente ou serenamente ardente.
E somente nesse momento, seja meu.
Corro pelas aragens solitárias cansada do desamor.
E das poucas vontades do homem que renega,
nega e se esfrega com seu vapor
Búfalos, cavalos alados, pássaros, cachorros,
animais em extinção, numa cidade maravilhosa.
goza
gozo
o prazer é carnal
Mas a alma do poeta reclama e conclama a vida alem
o amor, o desejo, alem de mim e de ti,
há o encontro de águas.
E na calmaria dos sonhos,
nas vistorias sem revisa,
nos encontros de olhares
é novo apaixonar-me
E como intensa teia
traçada, trançada,
embalada por aranhas
venenosas as outras...
Como ser gente, em tempo decrescente do ser humano?
Amor, ah! amor!
Cala-me e beija-me!
Deixe-me fluir como gotas
Transpira e pira
E como respiração de corredores
Correntes de sal...
Frenéticas imagens do amor que construo
Como as bolhas de sabão das crianças
Que já gritam no meu quintal.
Diana Balis Rio de Janeiro, 20 de janeiro de 2012.
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