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Fluidez do amor
20Jan2012 11:40:59
Publicado por: Diana Balis

 Fluidez do amor

 

Derrama sobre meu caldo sereno o calor do amor

Nem imagine flores ou cores que não sejam do meu

transparecer interior.

Deixe-me fluir, sorrir, gozar e ir.

Seja ouvinte e confidente ou serenamente ardente.

E somente nesse momento, seja meu.

Corro pelas aragens solitárias cansada do desamor.

E das poucas vontades do homem que renega,

nega e se esfrega com seu vapor

Búfalos, cavalos alados, pássaros, cachorros,

animais em extinção, numa cidade maravilhosa.

goza

gozo

o prazer é carnal

Mas a alma do poeta reclama e conclama a vida alem

o amor, o desejo, alem de mim e de ti,

há o encontro de águas.

E na calmaria dos sonhos,

nas vistorias sem revisa,

 nos encontros de olhares

é novo apaixonar-me

E como intensa teia

traçada, trançada,

embalada por aranhas

venenosas as outras...

Como ser gente, em tempo decrescente do ser humano?

Amor, ah! amor!

Cala-me e beija-me!

Deixe-me fluir como gotas

Transpira e pira

E como respiração de corredores

Correntes de sal...

Frenéticas imagens do amor que construo

Como as bolhas de sabão das crianças

Que já gritam no meu quintal.

 

 

Diana Balis Rio de Janeiro, 20 de janeiro de 2012.

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