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Tempo de amor
08Jun2010 14:36:59
Publicado por: Diana Balis

Tempo de amorImag.027.jpg

 

O amor é como a passagem de trepadeiras entre os muros de pedras milenares.

O tempo nem passa para as tempestades que transbordam e alagam a terra.

A Mãe Gaia nem se importa com os amores estendidos entre a pedra e o luar.

E as vontades, os desejos arrebatadores, ensejos de vida, são valorizados nos encontros.

A comunicação é tudo na passagem pelo terreno do vizinho, não transpor os limites, nem invadir territórios. 

O amor é aconchego de encontro em busca de olhares.

Enquanto o amor nem compra passagens aéreas, e esconde os destinos, vivo viajando na Floresta da Tijuca.  Existem tantas flores que acolhem.  A árvore que abraço, o aconchego da natureza. 

Agradeço a Deus pelos amores que tive e os encontros.

Aos homens que passeiam com suas famílias, vistorio a alegria.  Espero algum dia viver a cumplicidade novamente.  Resgatarei meu presente sem futuro. 

Espero que o tempo e a imagem de ternura perdurem.  A cachoeira me conhece desde menina e diz:

- Ola, “Cachinhos de Ouros, cuidado como os Ursinhos”, olha que o Mico está querendo pular e arrancar as frutas vermelhas da sua mão.

O que seria da vida senão fosse a criação e a imaginação do ser. 

Fazer com que a existência traga de pronto os frutos na boca. 

O alimento da alma é o amor que trago no peito. 

Sem rumo, o destino sai à minha procura...

Bom dia luz da felicidade!Imag.011.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Diana Balis.  Rio de Janeiro, 8 de junho de 2010.

 

Notas:

Cachinhos Dourados e os Três Ursos é uma história do folclore Europeu e primeira versão em 1837 por Robert Southey no seu livro “Os Doutores”.

 



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