Desvio de Partida
Navega acuada entre rumos incertos
A morte peleja enfeitada no Porto que a aguarda
Os marujos contentes cantam suas alegrias
E o tempo passa, os homens bebem as tristezas.
Os pássaros voam diretos aos frutos do norte.
No barco que flutua, rodopiam mares e destinos.
Os corpos vivem lembranças eternas conjugadas.
O amor cobiça beijos e carícias que desfilam na mão.
Há posse na observação da paisagem e mulheres choram.
O córrego do amor transpassa por florestas e montanhas.
E ao atracar, cede à imagem, na cega visão.
O corpo tomba entre os arbustos e sossegos eternos.
Vejo-a como estrela cadente que brilha colorida.
Poema em homenagem a minha cunhada Elizabeth.
Rio de janeiro 12 de junho de 2009
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